[CINEMA] Jogos Vorazes – Em chamas (Review)

Vamos começar com números: Enquanto o orçamento do primeiro filme foi de US$80 milhões, Em Chamas já começou com um orçamento maior – porém ‘humilde’ – de US$ 140 milhões. Jennifer Lawrence, protagonista, agora conta com um Oscar de Melhor Atriz em sua carreira. São mil salas de cinema, só no Brasil, exibindo o filme na estreia; ou seja… temos o prelúdio de um sucesso.

Mas esse review é para os fãs e eu tenho muita honra em vir aqui dizer que, a adaptação está incrível. O que mais gosto em Jogos Vorazes é o fato de ele ir na contramão de tudo que estamos acostumados em matéria de literatura/cinema adolescente. As discussões filosóficas e políticas da série são muito sutis e passam despercebidas a olhos desatentos. Porém, basta prestar um minuto de atenção e é como se uma segunda história se desdobrasse entremeada a linha principal de evolução.

É um filme feito para fãs. Se você não está familiarizado com os livros de Suzanne Collins e não está com a primeira parte fresca na cabeça é bom consertar isso antes de assistir o filme. São quase 2 horas e 30 minutos de filme, e para quem já leu o segundo livro o ritmo e a pegada da história são os mesmos. Rápido, fluído e dinâmico; as transferências de uma cena pra outra são muito rápidas e não há prólogo, nem epílogo.

Francis Lawrence não fez um filme infanto-juvenil, é um filme pesado, e a despeito do que alguns críticos nacionais (que não devem ter tido o trabalho de LER Em Chamas) disseram, a violência gráfica não faz falta. O filme foca no drama, na luta ideológica pela sobrevivência exatamente como no livro.

Seguindo a linha de transferência entre a narrativa dos livros em primeira pessoa para a narrativa em terceira pessoa que vimos no primeiro filme, Em chamas nos dá detalhes aos quais Katiniss antes não teve acesso, como a articulação do presidente Snow para levar a mártir da revolução para a Arena.

O filme foca principalmente no que acontece antes dos Jogos Vorazes, a turnê da vitória ocupa boa espaço da narrativa, e nos dá uma oportunidade única de conhecer melhor os outros distritos e principalmente os dramas de Panem – que numa análise não tão subjetiva quanto parece, se assemelha em muito ao nosso mundo.

Foi lindo ver a arena, a direção de arte deste filme está de parabéns. John Collins nos faz experimentar uma sensação desesperadora ao acompanhar uma história densa e ‘escura’ em contrassenso com o visual iluminado e colorido de muitas cenas que nos fazem viajar no mundo de Panem. Os figurinos de Trish Summerville são impecáveis; pode causar um pouco de estranhamento ao espectador ver as pessoas dos distritos subjugados com roupas tão lindas, mas é uma licença poética que se permite e no fim o resultado é extremamento proveitoso.

E certamente os fãs já experimentaram partes da maravilhosa trilha sonora do filme, e a parte as músicas já lançadas com intérpretes maravilhosos (Coldplay, Lorde); James Newton Howard me fez sentir vontade de chorar em diversos momentos com suas músicas.

O melhor momento é o encerramento abrupto a que os espectadores são submetidos, e para os que não conhecem a história, o filme termina EXATAMENTE como termina o livro, no mesmo ponto, com a mesma narrativa. Nos deixa com as mesmas dúvidas e com a mesma sensação.

Agora é esperar um ano pela próxima parte da história. Minha nota final pro filme é 8,5 de 10 e recomendo veementemente que seja assistido e reassistido (experimentem a experiência do IMAX) pois há detalhes que certamente passarão despercebidos.

Se você ainda não conseguiu ver o filme, fique com mais água na boca com essas fotos.

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