[CINEMA] INTERESTELAR (resenha)

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Em 1968, apenas um ano antes do homem pisar na Lua, Stanley Kubrick lançou aquele que viria a ser um dos mais – senão o mais – importante filme de ficção cientifica de todos os tempos: “2001 – Uma Odisseia no Espaço“.

A coisa é, e essa é a parte que você vai querer me defenestrar do contínuo espaço-tempo, que 2001 não é um filme bom. Apenas não é.

Terminou? Eu tenho certeza que devo ter um ou dois ancestrais que você esqueceu de ter xingado, mas eu entendi o recado. Mesmo.

Mas dizia eu que 2001 não é um filme bom enquanto cinema: as atuações são inexistentes (o personagem mais marcante do filme é o fucking computador, pelamor de Krishna de Crisaor!), o roteiro deve ter sido escrito por Picasso de porre, e o ritmo do filme foi patenteado pela OMS como cura para a insônia.

2001

E isso está ok, porque enquanto filme, 2001 é uma bela peça de arte. Faz você pensar, impressionar e rever seus valores. Como toda obra de arte deve fazer. Mas, enquanto cinema, tecnicamente não é tão bom assim.

Mas porque eu estou falando de 2001? Bem, imagine que pegássemos este filme, e o adaptássemos para as nossas necessidades modernas de cinema, o que teríamos?

Um propósito real no roteiro, desenvolvimento de personagens, dramas pessoais (não raramente em níveis familiares), cenas de ação, todas essas coisas que HOJE nós entendemos que um filme deve ter para ser considerado um grande filme.

Se 2001 fosse refeito com todas estas coisas, o resultado que iriamos ter disso é … Interestelar.

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– Pai, por que o senhor tem que ser tão parecido com o Christian Bale? – O diretor tem fetiches muito específicos, filha. Muito. Específicos.

LE PLOT

Em algum momento do futuro, uma praga mudou as condições climáticas da Terra. As plantações começaram a morrer, poeira começou a se espalhar por todo lugar (e eu digo todo lugar mesmo, imagine um mundo onde você não pode deixar um copo virado pra cima por cinco minutos sem ter um ki-suco de terra), e o oxigênio começou a se tornar mais rarefeito.

Basicamente, o grosso da população mundial que sobreviveu teve que largar todas as frescuras desnecessárias (como exército, ciência e animes hentai) para trabalhar no que realmente importava: botar comida na mesa.

Foi assim que o engenheiro da NASA, Cooper (Mateus Mcgonorréia), acabou como um fazendeiro frustrado em Putaquepariu do Oeste.

As coisas ficam loucas quando Cooper descobre que a NASA ainda não só existe, como tem um plano para salvar a humanidade antes que a comida ou o oxigênio da atmosfera acabem: picar a mula do planeta.

Interestelar em uma casca de noz

Interestelar em uma casca de noz.

Para isso eles pretendem usar um buraco de minhoca que apareceu próximo a Saturno para chegar a outro planeta habitável e que liga a outros sistemas, um deles com três planetas em potencial. Cabe a Cooper e sua equipe de astronautas amestrados (formada por Mulher Gato, Morgan Freeman Genérico e Cara que a gente que sabe que tá ali só pra morrer) ir até lá, ver qual é a boa desses três mundos, e trazer as notícias de qual será a nova vizinhança, enquanto na Terra, o mordomo Alfred trabalha em uma  fórmula para mandar as leis da física a putaqueparaçocampeonatobrasileiro96, e transportar essa galera toda embora da Terra.

Simples, rápido, e com altas chances de dar certo. Só que não.

Ah sim, e os três planetas orbitam não uma estrela, mas um fucking huge buraco negro, caso já não fosse difícil o suficiente. Sacumé, né?

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“Suponho que eu possa procrastinar sobre essa equação por 40 anos, e nem mesmo minha assistente gênio vá perceber alguma coisa…”

O DIA EM QUE NOLAN DESNOLIZOU

Uma das maiores criticas ao diretor Chris Nolan é que ele explica demais, desnecessariamente, e a mesma coisa em seus filmes. Juro que depois de assistir Inception eu comi ovo em conserva com repolho toda noite antes de dormir, apenas para punir olfativamente qualquer um que aparecesse em meus sonhos para tentar me explicar qualquer coisa.

Aqui o efeito é… interessante.

Existem coisas que simplesmente não são explicadas, como maiores detalhes sobre a praga que está tornando a Terra inabitável, ou sobre qual é exatamente o plano para tirar as pessoas da Terra, além de “dar um jeito de distorcer as improbabilidades físicas”.

Outras coisas, no entanto, são sim demasiadamente explicadas, e eu vi o filme ser bastante criticado por isso.

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spoilers violentos

O diretor tem o hábito de mastigar as coisas para o público (do que eu não o culpo, as pessoas são burras como uma porta de modo geral) e criar cenas sem sentido, em que um personagem explica para o outro coisas que ele já deveria saber.

Como, por exemplo, a cena em que a Mulher-Gato explica para o Cooper o que é um buraco negro, e quais as implicações temporais disso. Porra, ele não é só um piloto, ele é um fucking engenheiro da NASA também, é óbvio que ele já deveria saber essas coisas!

Agora, pera lá! Stop it! Puta que pariu, pisa no freio, Zé!

Eu, Cilon Mello, lindo e solteiro (me escrevam garotas), sei o que é um buraco de minhoca, um buraco negro, as implicações temporais da teoria da relatividade, e o que é uma onda gravitacional. EU sei disso porque eu sou nerd e foda, agora, reclamar que coisas assim sejam explicadas para o público geral é muita babaquice.

Sério, astrofísica não é algo do qual se fazem novelas sobre isso – embora se faça um seriado muito bom, faça um favor a si mesmo e assista Cosmos com o negão do meme, que é ao mesmo tempo um dos homens mais inteligentes do nosso tempo, assim como putamente carismático. As pessoas PRECISAM que essas coisas que elas provavelmente nunca ouviram falar (ui, como eu sou hipster) sejam explicadas.

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E se você achou isso ruim, está convidado a tentar enfiar o seu pé esquerdo dentro do seu próprio orifício anal. Obrigado.

GODZILLA EFFECT

A parte alta do filme, sem dúvida, são as desventuras espaciais do capitão Copper Rogers no século 25, e sua trupe de piores cientistas do mundo (já chego lá). Entretanto, tudo isso é permeado por muito, muito, mas muito mesmo, drama familiar dos que foram deixados para trás, da tia do Bátima, dos daddy issues da filha do Cooper (doravante chamada Cooperita), e um monte de punhetação dramática, que qualquer filminho de Sessão da Tarde tem.

Quando o filme cortava para qualquer um dos 586 minutos da Cooperita dando chilique, ou alguma merda chata assim, eu só conseguia pensar “cara, anda logo com isso, eu quero ver spaaaaaaaaaace“. Mas não, a punhetação emocional goes on and on.

Verdade seja dita, essa matação de tempo com dramas familiares tem lá o seu proposito, e não apenas o de tentar arrecadar alguns Oscares: eu me lembrei de Godzilla.

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No filme de Gareth Edwards qual é a real pegadinha? Ele fica nos provocando com preliminares para que, quando finalmente o monstro aparecesse de verdade, tivéssemos orgasmos quíntuplos no cinema. Eu pelo menos tive. Sim, faz muito tempo que eu não sei o que é o toque de uma mulher, me julgue. Mas eu dizia que o segredo de Godzilla é encher o filme com os humanos bocós para, quando chegar o prato principal, ter sido represada uma vontade louca e estuprante de ver as tretas se treteando.

Como o que é entregado atinge as (enormes) expectativas geradas, Godzilla é um ótimo filme. Shhush. Não discorde de mim. Apenas shhush. Shhush.

E o Nolan aqui tentou fazer a mesma coisa: encheu o filme com um mimimi familiar do caralho, que faria o rosca froxa Shinji Ikari dar um facepalm para que, quando chegássemos na fase do spaaaaaaaaace, estivéssemos tão ansiosos por ver aliens da quinta dimensão, que nossas calças ficariam tão molhadas quanto a de uma 9inha que acabou de ver um Camaro conversível parar no sinal.

Na teoria, o plano é muito bom. Na prática, a teoria é outra.

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PROMETHEUS 2 E OS PIORES ASTRONAUTAS DO MUNDO!

É quando chega a hora de tretear audaciosamente onde nenhum mano jamais treteou, no entanto, que o filme começa a fazer água. Porque se visualmente o filme é espetacular, a lição que ele passa é uma só: “apenas uma coisa consegue realmente transcender as dimensões do espaço e tempo: a burrice”

Ao chegar no primeiro planeta para brincar de salada mista e perguntar “é esse?” a gente já sabe que não vai ser ele e que vai dar merda. Aliás… Não, peraí, parou tudo! Pra que mesmo eles precisavam descer no planeta? Pra dar uma conferida “qual era a boa”? Por quê? As sondas estão fazendo piquete para terem uma assinatura do suicidegirls.com?

Sim, porque, aparentemente o melhor que a tecnologia humana consegue bolar foi “desce alguém lá e dá uma olhada”. Sério, pra que isso? E para surpresa de ninguém, o planeta é tão boca braba que eles quase tão P.T. depois de apenas cinco minutos na superfície. Oh, “aquela montanha está se mexendo. não… é uma onda!” Se houvesse como ver esse tipo de tipo de coisa ANTES de botar as patinhas na porra do planeta que da porcaria do espaço não tem merda nenhuma, né? Sério, nem olhar pela janela eles tentaram?!?

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“Segundo estes dados, nós somos imbecis”

E não, calma que piora. Porque, como o planeta fica na orbita de um buraco negro, o tempo lá é todo bugado, e cada hora que eles passam no planeta equivale a 7 anos do tempo normal. O que nossos brilhantes gênios fazem? Óbvio, descem lá, mas deixam o Morgan Freeman Genérico para trás, porque… bem, por motivo nenhum na verdade. Mesmo. NENHUM!

Seja como for, o Capitão Cooper e a Mulher Gato voltam 23 ANOS DEPOIS, e para surpresa de ninguém, o Morgan Freeman Genérico, que passou 23 ANOS SOZINHO, está completamente de boa, e sem nenhuma sequela emocional. Ah, vão se foderem, vão se foderem com maionese, vão se foderem com o Batman de uniciclo!

Mas isso foi apenas a volta. Quer saber como foram as coisas lá na superfície? Dá pra dizer que a Mulher Gato encarnou todo profissionalismo e qualidade da tripulação de Prometheus. Depois de dar um chilique de mulherzinha (super profissa essa) que obviamente vai dar merda, ela é responsável pela morte mais estúpida DA HISTÓRIA DO CINEMA!!!

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Sabe quando o Jonathan Kent morreu pra salvar um cachorro? Essa consegue ser pior. Muito pior. Anos luz através de um buraco de minhoca pior.

Deixa eu explicar a cena, porque ela serve para entender o filme todo: eles estão na superfície do planeta, e uma onda gigante fodedora de vidas fr0m hell tá vindo. O que as pessoas fazem? Correm para a nave e picam a mula dali, certo?

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Eu não sei o que uma demônia grávida buchuda tem haver com isso, mas isso é o que esse filme fez com a minha mente…

ERRADO!

A Mulher Gato dá um piti, e decide que é uma boa hora pra correr pelo universo para juntar umas tralhas aleatórias. O Capitão Cooper grita para ela vir para a nave e deixar de ser imbecil, que ele só parece o Christian Bale (sério, parece muito), mas que ele não é o Batman e não vai salvar ninguém.

Então, um dos robôs (de longe os melhores personagens do filme, e os únicos por quem você consegue simpatizar de verdade) vai lá buscar ela e trazer ela de volta para a nave. Claro que ele consegue, e a Mulher Gato é salva no último segundo.

Até aí BELEZA MAGRÃO! SUSSÃO QUE NEM MOSTARDA QUENTE!

Acontece que, enquanto tudo isso acontecia, o outro tripulante, o Cara Que a Gente Sabe que Tá Ali Só Pra Morrer, estava do lado de fora da nave assistindo a tudo. Ele não tava ajudando, não tava fazendo nada, só assistindo mesmo. E ele estava muito mais perto da nave que a Mulher Gato, dava tempo de boa para ele ter entrado… Se não tivesse ficado parado assistindo a cena.

Então, acontece que a Mulher Gato entra na nave e o CQAGSQTASPM não consegue entrar a tempo… Porque ele tava ali só pra morrer, né?

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Sério que eu realmente acredito que essa missão da NASA foi financiada pela Weyland, e que esse filme deve ser um prequel de Prometheus. Não tem explicação uma tripulação ser MAIS mongoloide que isso!

E esse foi só UM exemplo. UM!

COMO VOCÊS CONSEGUEM SER PIORES QUE PROMETHEUS? CARALHO, ISSO SEQUER É HUMANAMENTE CONCEBÍVEL, MAS DE ALGUMA FORMA VOCÊS CONSEGUEM!?! PUTA QUE O PARIU, NÃO PODE UMA PORRA DESSAS! SÉRIO MESMO! VÃO SE FODEREM COM DANONINHO!!!1!!!1!!11ONZEONZEONZE!111!!!

Aí, quando eles voltam pra nave (lembrando que se passaram 23 anos para o resto do universo), eles encontram o Morgan Freeman Genérico completamente zen (depois de passar 23 ANOS sozinho), com alguns fios de cabelo branco para mostrar que passou esse tempo todo, e discutem o que vão fazer a seguir. E o que a gênia monstra da Mulher Gato propõe fazer? O quê? O quê? O queeeeeeeeee?

Mandar a ciência à pqp e se guiar pelo coração. Sério. Virou Yu-Gi-Oh agora?

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Porque, né, pra que enviar o MELHOR DO MELHOR que a humanidade tem em termos de intelecto para analisar ou racionalizar, se VAMOS TOMAR UMA DECISÃO BASEADA NO AMOR!?!

Mas calma que piora (repararam quantas vezes eu disse isso?): temos então um edificante dialogo de três cientistas, supostamente brilhantes, supostamente o melhor que a humanidade tem a oferecer, discutindo as implicações cientificas e quânticas do amor, e como a decisão mais lógica a ser tomada seria seguir a ppk da Mulher Gato, que só queria ir pro outro planeta lá liberar pro macho dela.

Eu juro que só não levantei e fui embora do cinema nessa hora porque meus músculos estavam paralisados pela overdose de diálogos ruins. Esse foi o dia em que o autor de “O Segredo” sentiu vergonha alheia de alguém.

E agora, meus caros, eu gostaria de dizer que o filme atingiu o fundo do poço. Só que não. SÓ QUE NÃO! SÓ QUE NÃAAAAAAOOOOOOOO!!!!! (insira aqui a risada histérica mais demente que você conseguir imaginar, tipo a reação das pessoas quando você tentou mentir pra alguém que você não era mais virgem)

Aí vamos para o segundo planeta (ta parecendo Rock’n Roll Racing isso) e encontramos aquele que até então era laureado como o maior gênio da humanidade e tal: o Doutor Matt Damon Gordo, que estava em seu sono criogênico de soro de pizza (sério, como alguém pode engordar em sono criogênico?)

E temos mais estupro anal da noção, mais clichês sem necessidade nenhuma (o que nos brinda com o vilão cientista louco, porque essa porra tinha que ter um vilão, né, com o discurso vilanesco mais vilanico CHATO DA HISTÓRIA DO CINEMA). Sifude gostosinho cês não querem, né?

Enfim, pulando muitas coisas que fizeram meus ouvidos sangrarem (tipo o Cooper passar 15 minutos respirando amônia, e ouvindo o discurso chato do vilão maluco, não sei como um dos dois não matou ele) o bem vence o mal e espanta o temporal.

Finalmente vamos ao ato final do filme onde, pra variar, por razões que a própria razão desconhece (e certamente o Nolan desconhece como reconhecer um furo no roteiro), o Cooper finalmente vai pra dentro do buraco negro (por motivo nenhum também), e temos então uma sequência de cenas que, na boa, fazem 2001 parecer uma obra prima.

Não, na real, esquece o que eu disse no começo do texto, 2001 é genial e coerente, só, por favor, faz isso acabar. Por favor, alguém seja meu anjo da misericórdia e faça a dor parar. Apenas faça a dor parar…

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Enfim, muitas cenas chapadas que fariam o Grant Morrison molhar as calças de emoção e muitos, mas muitos clichês óbvios que você já tinha se dado conta desde os primeiros quinze minutos de filme depois, a lei da conveniência universal chuta forte e tudo acaba bem.

Exceto as cicatrizes mentais, estas jamais irão embora depois de ver um combo tão previsível de clichês – sério que o Nolan casou com o “manual seguro de como fazer um drama familiar” -, furos de roteiro e idéias ruins.

Sangue de Raava tem poder, sangue de Raava tem poder, sangue de Raava tem poder…

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O MESTRE DOS MAGOS

Colocando assim, Interestelar parece um filme muito ruim. E é. Realmente ruim. Mas o grande truque aqui é que Chris Nolan é um verdadeiro mágico da direção, e com um pouco de espelhos e fumaça faz com que o filme não pareça tão ruim quanto ele realmente é.

Pegue, por exemplo, O Cavaleiro das Trevas: aquele filme é horrível. A atuação é  risivel (sério, nem nos tempos do Joel Schumacher eu vi um Batman que dava vontade de rir DELE), o roteiro tem mais furos que parede na favela depois de baile funk, e a continuidade das cenas é praticamente inexistente. Ainda assim, por algum motivo, o filme não é esse desastre todo e você deve lembrar dele como bom.

No caso, os segredos são a atuação do Coringa e a direção do Nolan.

Aqui é a mesma coisa, só que sem o Coringa: assistindo o filme não parece TÃO ruim assim. Apenas depois, quando a poeira baixa (e ele já foi embora com o seu dinheiro), é que você começa a pensar e solta um “hey, perae…”

A trilha sonora é espetacular, e em muitas vezes carrega o filme nas costas. Assistir as tomadas sem gravidade no IMAX chega a dar tontura, a construção de cenário é criativa e única (mesmo que um pouco incoerente, a primeira coisa que aconteceria em uma Terra passando fome e sem exercito, seriam saques e guerra civil, mais Mad Max e menos Apanhador no Campo de Centeio)  e os robôs engraçadalhos são de longe a melhor coisa do filme, mas isso é tudo de bom que pode ser sumarizado – apesar do filme não parecer tão ruim na hora, na verdade.

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Em momentos de grande dificuldade, como ao assistir esse filme, eu paro e penso em quais palavras de sabedoria o Doutor teria para mim

Se você sempre se perguntou sobre como seria 2001 se fosse refeito pelos padrões de hoje, taí a resposta: uma merda. Por favor não façam isso novamente.

9 thoughts on “[CINEMA] INTERESTELAR (resenha)

  1. O visual to filme é incrivel ,me deixou sem folego em alguns momentos…mais bem isso mesmo cheio de furos e coisas idiotas em alguns momentos,concordo plenamente , o final meu Deus sem comentários ….tive expectativas demais e me decepcionei …

  2. Juro que tentei te levar a “sério” (já que você faz tantas piadas, talvez nem queira mesmo ser levado), mas não deu… Em especial depois que você citou ‘O Cavaleiro das Trevas’.
    Mas enfim… Você visivelmente interpretou o filme diferente de mim, principalmente nas partes abstratas, que não podem ser medidas, como o amor da Dra. Brand. As atitudes de Dr. Mann. E até mesmo o que foi fato no filme, como a busca por informações da nave destroçada no 1o planeta e a ida de Cooper para o buraco negro… você interpretou errado. (na parte abstrata, não tem como interpretar errado. A opinião é sua) Ou você não é bom em interpretação ou simplesmente distorceu os fatos subjetivamente paracontinuar sua linha de pensamento “anti-Interestellar”.
    De qualquer forma o pensamento é seu, você odiou o filme, eu gostei do filme. E fim de papo.

  3. O Mais legal é ver um bando de gente criticando de forma a inferiorizar quem não gostou do filme. Tipo assim, você não gostou por que não entendeu o amor transcontinental ou a física imterespacial…Kkkk, O filme é falho em diversos momentos, a parte cientifica (física) é até bem construida, mais a parte prática é horrivel. Até agora eu não consigo entender como aquele robo caixa anda…Não é nem de longe prático…Outra coisa medonha é o laboratório da nasa, jesus, tem um foguete enterrado no meio de uma fazenda falida e se fáz o lançamento dele sem nenhuma equipe,kkkkkkk, e isso para salvar o planeta, acho que eles não teriam nem saido da terra, aquela coisa explodiria assim que decola-se. Nolan é um exelente diretor, maqueia de forma brilhante o seu roteiro furado como fez com todos os batmans…Isso sim é mérito dele e por isso gosto dos seus filmes. Mais dizer que interestelar é bom, acho que está longe disso, só mais um detalhe, em nenhum momento eu vi o uniforme dos astronautas pressurizado, deculpem mais sem pressurização não conseguiriam sobreviver fora da nave, ainda mais vagando no espaço livremente…A tá, mais eu esqueçi, eu sou burro, ele só sobreviveu por que os seres do futuro dimensional estavam ajudando ele a se comunicar com a filha dele em uma outra dimensão para que ela descobri-se a formula quantica inexplicavel no filme de como transportar a humanidade em uma estação espacial para outro planeta. Acho que seres que conseguem manipular um buraco negro, criar pequenas dimensões no espaço-tempo, poderiam teletransportar facilmente as pessoas…

    • Você é traumatizado por não entender filmes ligeiramente complicados? Tá todo mundo falando mal do filme, só um disse que pensa diferente, quem meteu o malho foram os “intiligenti” que não entenderam o filme e trolaram quem gostou, o inverso do que você escreveu. Isso só pode ser trauma por você não ter entendido o que aconteceu no buraco negro. Realmente, se eu tivesse visto 3horas de filme e não entendido o que aconteceu no buraco negro… eu taria xingando até agora, que nem vocês

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