[CINEMA] Bill Murray: 7 Passos para viver como Bill Murray

 Durante um painel de perguntas e respostas feito no Festival de Cinema de Toronto, Bill Murray destilou tanta sabedoria e experiência que daria para fazer um livro intitulado “Bill Murray: Um Guia para a Vida”. Então o site Vulture se baseando nisso, publicou  uma lista de “7 Passos para ter uma vida de Bill Murray”, segundo o próprio.

Todo mundo que ser como Bill Murray. Então vamos aprender:

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Passo 1: Cante. E realmente se dedique a isso. Murray não é o cantor irônico de lounge do Saturday Night Live e nem o ator no exterior de Encontros e Desencontros (Lost In Translation) cantando uma versão sonolenta de “More than this”. Ele canta quando sente vontade, e quando isso acontece, ele canta mesmo! Enquanto deixava o palco em uma sexta feira no Festival de Cinema de Toronto ao som de “Raspberry Beret” do Prince, Murray pegou o microfone e cantou alguns versos. Ele repetiria essa performance em uma festa mais tarde, na mesma noite, onde também liderou uma roda de dança, como já havia feito no passado em outro festival de cinema (Cannes). 

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Passo 2: Basta ser honesto. O papel em St. Vicent, seu novo filme com estreia marcada para o próximo mês, só surgiu, segundo Murray, “porque não conseguiram contratar Jack Nicholson”. A audiência caiu na risada e Murray finalizou: “Não, é sério! Está tudo bem documentado”.

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Passo 3: Sempre tenha tempo para seus amigos. Em um dia que estava sendo celebrado no Festival de Toronto e tinha uma conferência de imprensa sobre seu filme St. Vicent, Murray ele ainda arrumou tempo para ver “Welcome to Me”, uma audaciosa e excêntrica comédia sobre uma mulher com transtorno bipolar (Kristen Wiig), que é obcecada pela Oprah, ganha na loteria e compra um programa de talk show em um canal de tv a cabo à beira da falência. É o primeiro filme de Shira Piven, esposa de Adam McKay, diretor de Tudo Por Um Furo (Anchorman) e com Will Ferrell como um dos produtores. “É um dos filmes mais estranhos que já vi”, Murray disse. “A audácia de fazer esse filme é muito impressionante. É uma bela obra. Digo, o material engraçado é provavelmente mais engraçado do que qualquer coisa que tenhamos visto em um longo, longo tempo. E não é só um filme de comédia. Tem muita coisa acontecendo ali. Ainda estou pensando em tudo o que vi”, finalizou.

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Passo 4: Seja espontâneo. Todo mundo sabe da tendência que Murray tem em aparecer do nada em bares de karaoke aleatórios, ou invadir festas nas casas de desconhecidos, ou aparecer em fotos de casamento. Mas essas coisas não são novas. De acordo com Reitman (Diretor de “Caça Fantasmas”, presente no painel), Murray sempre foi assim. Antigamente, mesmo antes de SNL, Murray costumava parar pessoas na rua e gritar “Cuidado! Há uma lagosta a solta e o único modo de capturá-la é com manteiga quente!” E isso usando a mesma voz de seu personagem em “Clube de Pilantras” (Caddyshack). “Ele fazia isso com as pessoas em Manhattan e elas riam. As pessoas não o conheciam, mas ele as fazia sorrir. Murray é totalmente espontâneo e elas apenas faziam o mesmo”.

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Passo 5: Mantenha-se aberto para momentos mágicos. A data é inexata, mas Murray contou uma história de uma vez que estava em um táxi em Oakland e descobriu que o motorista tocava saxofone. Contudo, o motorista nunca praticava porque trabalhava 14 horas por dia. Então Murray descobriu também que o saxofone estava no porta-malas do carro.  Ele fez com que o motorista retirasse o instrumento, sentasse no banco traseiro e tocasse enquanto ele dirigia. “Você sabe, é como 2 e 2 são 4”, Bill disse. “Não só ele tocou durante todo o caminho até Sausalito, que era bem longe, como paramos paramos e comemos um churrasco”. Ele estava tocando nesse lugar em Oakland às 2 e 15 da madrugada. E eu dizia “Relaxa, cara. Você tem a porra do sax. Estamos tranquilos aqui”. Ele estava tocando o sax e as pessoas estavam, tipo, “quem diabos é esse branquelo tocando essa coisa?” – “E foi incrível. Foi uma bela noite. Acho que todos deveriam fazer isso, se você vir o momento e estiver, digamos, disponível, você faz a conexão e tudo dá certo.

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Passo 6: Fique relaxado e o sucesso aparecerá. “Alguém me disse alguns segredos mais cedo sobre a vida. Você deve sempre se lembrar de que consegue fazer o melhor que pode quando estiver muito, muito relaxado. Não importa o que é, não importa qual o seu trabalho, quanto mais relaxado você estiver, melhor você será. É por isso que resolvi atuar. Descobri que o quanto mais me divirto, melhor eu faço e, bem, esse é um trabalho de que posso me orgulhar. Tenho orgulho de ter esse emprego. Se posso ir ao trabalho e dizer “não importa qual a minha condição ou meu humor, não importa como me sinto sobre o que está acontecendo em minha vida, se eu posso relaxar e curtir o que estou fazendo, então farei meu trabalho muito bem”. Aprender isso mudou a minha vida e me fez melhorar o que faço. Não sou o melhor nem nada, mas eu realmente gosto do que faço.”

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Passo 7: Lembre-se de que você é você e que ninguém mais é*. A pergunta final da noite foi “Como é ser você?” Murray deu uma resposta digna de um guru, reproduzida a seguir:

Estou pensando se responderei a questão, pois é uma pergunta difícil. Gostaria de sugerir que todos respondêssemos essa pergunta agora, enquanto estou falando. Continuarei. Acredite em mim, não me calarei. Tenho um microfone. Mas vamos nos perguntar essa questão agora. Como é ser você? Como é ser você? Yeah. É bom ser você, não é? É bom porque é o que você é – você é o único que é você, certo? Então você é o único que é você, e ficamos confusos às vezes – ou eu fico, acho que todos – tentem competir. Vocês pensam, porra, que alguém tenta ser eu. Alguém está tentando ser eu. Mas eu não tenho que me proteger dessas pessoas, eu não tenho que me proteger contra essa ideia se eu posso somente relaxar e me sentir contente em relação a isso. Se só eu posso sentir. Pense agora: quanto você pesa? Isso é algo que gosto de fazer comigo quando me sinto perdido e estranho. Quanto você pesa? Cada um de vocês, pensem no quanto pesam e tentem sentir esse peso em seu assento nesse momento. Aonde está sentado. Partes de seus pés e partes de sua bunda. Apenas tente sentir seu próprio peso, em seu próprio assento, em seus próprios pés. Okay? Então se você pode sentir o peso em seu próprio corpo, você pode se olhar de um modo mais pessoal, com uma identificação pessoal, que é: Eu sou. Esse sou eu agora. Aqui estou, agora. Esse sou eu agora. Então você não sente que precisa sair, ou estar em outro lugar, ou ver outra coisa. Você não tem que  sair correndo e estar em outro lugar. É uma sensação de bem-estar que circula para cima e para baixo. da cabeça aos pés. Para cima e para baixo em sua espinha. E você sente algo que quase te faz sorrir, que te faz tão bem que você chega a ter vontade de abraçar a si mesmo. 

Então, como é ser eu? Você pode se perguntar: “como é ser eu?” Sabe, a única maneira de saber como é você é se você trabalhar o seu melhor e  ser você mesmo o máximo que puder, e sempre se lembrar: é aí que fica o lar.

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*Confira o áudio original desse trecho abaixo: