[CINEMA] A PEQUENA LOJA DE SUICÍDIOS: para animar sua vida!

Salutations, espíritos que ainda possuem um corpo!

Trago-te uma excelente dica para investir 1h e 19min de seu precioso tempo nérdico. Muitos te trarão novidades, os últimos lançamentos e tal, bem, eu gosto de catar coisas que você [em um momento de muita ocupação] pode ter deixado passar e, cara, você não pode continuar sem isso. De verdade. [Juro juradinho!]

Então, vem comigo! Pegue seu cobertor, seu balde de pipoca, sua pantufa da Pinkie Pies e vamos falar de uma animação francesa de 2012 sobre suicídio. Isso mesmo: uma ANIMAÇÃO MUSICAL SOBRE SUICÍDIO! Quão foda é isto, meu caro e minha bela?! [opa, não deixe a pipoca cair]

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Galera do CDZ discorda. Dá-lhe, Shiryu!

Um filme de Patrice Leconte: suicídio + aquele bom humor negro + cinismo.

A história é ambientada em uma cidade cinzenta, caótica e nada nada bonita. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência. [você foi avisado]. Ponto interessante: o suicídio não é permitido pelo Estado [não em lugares públicos, pelo menos]. Pessoa recebe uma multa caso se jogue na frente de um ônibus, por exemplo. [quem paga? os familiares ou o suicida se ele for incompetente]. Well, ninguém pode negar que isso é bem governo mesmo.

Espia o entusiasmo. Alguém joga a Pinkie neste lugar, por favor!

E, nesta animada cidade, uma família muito da sua esperta possui um loja de artigos para suicídio: a casa Tuvache! O lema é: “Ajudá-lo a morrer é a nossa felicidade” [o altruísmo sempre me emociona]. E a loja tem de tudo: forcas, venenos, facas, espadas, rochas amarradas em correntes…Os produtos tem preços variados, mas costumam ser um pouco caros, porém como os donos dizem: “Para onde você vai não precisará de dinheiro!” [engraçado que a galera reclama dos preços, ah, essa humanidade é o máximo mesmo].

“- Oh, os clientes adoram esse!
 – Como você sabe?
 – Eles nunca voltaram!”

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“Not so bad”

Mishima e a esposa Lucrèce são os donos do estabelecimento. Eles tem dois filhos: Vincente [manja muito de desenhar] e Marilyn [uma menina muito da sua fofa e muito da sua imprudente também – mana, dançar nua com a janela aberta? Sério?! Quer dançar, dance, mas vamos fechar as janelas ou as cortinas, né, amiga!].

Até aí tudo certo, porém as coisas começam a mudar com a chegada do terceiro filho, Allan. Este menino [odiado pelo Cilon – o daqui do NGF mesmo, não conheço outro] é todo sorridente e cheio de vida. Nunca um membro da família Tuvache sorriu e vem este muleque acabar com toda essa tradição.

Épacabá mesmo!

Allan e outros colegas, também do bonde da alegria, [tem uma parte que eles cantam uma música no fundo de um ônibus – bando de menino zueiro] arquitetam um plano bem louco [e meio funkeiro] para mudar essa atmosfera toda deprimente [e, amigos e amigas, a parada é louca mesmo!]. Respire fundo. Não darei spoiler do final. 

O filme possui cenas bem impagáveis: um terapeuta dizendo para o paciente em forma de música que “se a vida fosse divertida, nós saberíamos”, o menino pimpão Allan fumando e foi o próprio pai que ofereceu o cigarro [plano oculto de última hora: não aguento mais essa aberração, tem que morrer], e o Allan contando depois para os colegas: “Meu pai disse que é bom pra saúde” “Cara, teu pai é um sacana!”. E pessoa pedindo a outra em casamento assim na base do vaaaaiiii “Quero pedir a mão da sua filha que eu nem sei o nome…”

Ah vai, eu sou #cute!

Enfim, o filme é bem divertido e interessante! E pode ter uma mensagem [até três] profundas se você quiser. Super recomendo! Sei lá, cara, um filme que aborda o suicídio [geralmente, um tabu] dessa forma irônica e louca merece ser visto [de preferência com alguém, para a the zoeira never ends].

Se interessou? Olha aqui o filme no youtube, legendado, bonito:

Até a próxima [se a querida Morte deixar, claro]!

“Só há um problema filosófico verdadeiramente sério: é o suicídio. Julgar se a vida merece ou não ser vivida é responder a uma questão fundamental de filosofia. O resto, se o mundo tem três dimensões, se o espírito tem nove ou dez categorias, vem depois. São apenas jogos: primeiro é necessário responder.” Albert Camus

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