[CINE MONIQUE] Magical Girl, a Garota de Fogo

A indicação de hoje é um drama espanhol que me deixou revoltada! Não sei se já aconteceu com algum de vocês, mas quando eu reparei que faltavam apenas 6 minutos para o término do filme, eu simplesmente não quis aceitar que ele iria acabar.

Magical Girl

Magical Girl, a Garota de Fogo (Magical Girl) foi dirigido por Carlos Vermut, com estreia em 2014, e conta a história cruzada de três diferentes personagens: Luis (Luis Bermejo), Bárbara (Bárbara Lennie) e Damián (José Sacristán).

Luis é um professor de literatura desempregado lutando para realizar os últimos desejos de sua filha Alicia (Lucía Pollán), que está muito doente. Um dos desejos da garota é usar um vestido japonesa “Magical Girl” – no valor de quase 7.000 euros por ser uma peça única.

Dificuldades financeiras já não podem descrever Bárbara. Ela é casada com um psiquiatra bem sucedido que a sustenta, e a define como “mimada, boba, e que se comporta como uma garota de 7 anos”. Mas além disso Bárbara é um tanto quanto sádica, e cheia de problemas psicológicos.

Damián também já foi professor, e teve contato com Bárbara quando ela ainda tinha 12 anos. Tal contato transformou drasticamente sua vida, visto que gerou nada menos que sua prisão por anos.

Como vai ser a história desses três juntos? Bem, como o colega Marcio de um grupo comentou: quanto menos se souber da trama deste poderoso filme espanhol, melhor.

O filme é dividido em três partes: Mundo, Demônio e Carne, e eu fiquei completamente instigada por ele durante toda a sua duração (principalmente pela segunda parte). Além de uma trama um tanto quanto peculiar, ainda entramos em contato com diversas críticas ao atual estado econômico e social da Espanha, através de diálogos muito bem montados.

“Mas então por que você ficou revoltada?” vocês devem estar se perguntando (ou não). Pra mim o único problema desse filme, e o motivo de não ter levado nota máxima em minha classificação particular, foi que ele me despertou uma curiosidade absurda sobre os personagens, e não sanou.

Não que o final tenha sido insatisfatório, ou algo assim. Muito pelo contrário, achei o final mais do que digno. O problema é que eu queria mais. Queria mais sobre Bárbara. Queria mais sobre Damián. Queria saber o que aconteceu atrás daquela porta!!! Esse foi o único pecado pra mim: ter despertado curiosidade demais. Curiosidade que provavelmente também surgirá em vocês!nota-4