[CINE MONIQUE] “Little Boy” e a ingenuidade infantil

Little BoyVocê com certeza já deve ter assistido ao menos um filme sobre “inocência perdida”. Aquele filme em que uma criança passa por difíceis obstáculos em sua vida e acaba tendo que crescer antes do tempo. Existem vários filmes assim, onde as personagens infantis sofrem diferentes tipos de trauma, e que no final acabam perdendo toda a sua essência infantil.

Esses filmes são bem impactantes, e geralmente nos causam um baita soco no estômago. Mas as vezes não nos emocionam tanto quanto um filme em que a ingenuidade da criança permanece integra.

Little Boy é um filme que pertence ao segundo tipo. E eu perdi as contas de quantas vezes o garotinho me fez chorar.

O filme é uma comédia dramática de 2015, dirigido por Alejandro Monteverde, onde é narrada a história de um garotinho que acredita ter poderes especiais, tenta trazer seu pai de volta da guerra.Little Boy (2)

Mas o longa vai muito além disso.

O primeiro fator que nos emociona é a relação de Pepper (Jakob Salvati) com seu pai, James Busbee (Michael Rapaport). O garoto, que vive sofrendo com as piadinhas pelo seu tamanho, encontra na relação paternal uma verdadeira amizade, fazendo com que considere o pai como único parceiro.

Porém, algo interfere nessa maravilhosa relação: por London (David Henrie) não poder entrar no exército devido ao seu problema de pé chato, Sr. Busbee é obrigado a representar a família na guerra, e então ele abandona seu lar.

Pepper se vê completamente devastado com a ida de seu único amigo, e agarra-se em sua fé para enfrentar seus problemas. Mas sua fé não é somente em Deus, como também no seu personagem preferido: o mágico Bem Eagle.

E pela mistura dessas duas fortes crenças, somada com os conselhos do Padre Oliver (Tom Wilkinson), o pequeno menino leva como sua premissa maior que a sua fé – por mais que seja do tamanho de uma semente de mostarda – pode mover montanhas.

Além desses dos pontos sobre relação entre pai e filho, e pela inocência do garoto, outro assunto é bem evidente na trama: o preconceito dos americanos com os japoneses durante a Segunda Guerra Mundial (algo que já vi parecido no filme Meu nome é Khan).

Mas além desses diversos tópicos bem emocionantes tratados no filme, a fotografia e atuações foram outros fatores que me chamaram bastante atenção, principalmente pela do jovem Jakob Salvati. O elenco ainda é composto por Emily Watson, Ted Levine, Cary-Hiroyuki Tagawa e Kevin James.

nota-4

Little Boy é definitivamente um título que indico para todos, principalmente para os espectadores que adoram um filme sentimental e emocionante com uma criancinha muito amorzinho. Senti vontade de abraçar a família Busbee quando o filme acabou.

E você, já viu o filme? O que achou? Recorda-se de algum filme neste mesmo estilo? Então comente e compartilhe conosco, e me dê mais indicações para eu chorar sozinha em casa nesses dias nublados e chuvosos!