[CINE MONIQUE] A natureza e os relacionamentos em “Força Maior”

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Frequentemente vemos em filmes personagens sendo colocados em situações de riscos, para que possamos analisar as medidas que serão tomadas por eles nesses tipos de situações.

Mas e quando o personagem não corresponde com as atitudes esperadas? E quando ele, por impulso, simplesmente não consegue agir de modo heroico?

É exatamente isso que acontece no filme Força Maior (Force Majeure), produzido em 2014 e dirigido por Ruben Östlund.forca maior force majuere (2)

Nele, uma família aproveita cinco dias em uma viagem para que todos pudessem esquiar juntos. Porém, em um incidente que acreditavam ser uma avalanche, Tomas (Johannes Bah Kuhnke), o pai da família, simplesmente foge da situação, levando suas luvas e celular, e deixando para trás a esposa e os dois filhos pequenos.

Quando a situação normaliza, e percebe-se que não havia sido nada de realmente grave, Ebba (Lisa Loven Kongsli) passa a analisar seu casamento, e o seu marido. Ela se vê completamente infeliz numa viagem para um lugar lindo, onde sua família encontra-se reunida.

A partir de então nos deparamos com inúmeros diálogos sobre relacionamentos, vindo de três tipos diferentes de casais.

Com uma trilha sonora baseada praticamente no Concerto nº 2 das Quatro Estações de Antonio Vivaldi, intitulado Verão, o filme conta ainda com uma ótima fotografia e interessantes reflexões.

É uma ótima recomendação para quem procura um drama intenso, e aberto para várias interpretações, que podem variar de acordo com a vivência de cada expectador.

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E para os que já assistiram, fica a questão: qual é realmente a Força Maior? A da natureza de uma avalanche ou do instinto egoísta de um homem?

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