[BOARD GAMES] MICE AND MYSTICS – Mucuras e Mandingas!

Salutations!

Hoje, vamos falar de um board game recentemente traduzido para o português pela Galápagos [ou pelo Google Tradutor, segundo observadores críticos]: Mice and Mystics! Ratos com martelos, maças, arcos, habilidades, golem de cheddar, joaninha [sim, não é brincadeira] lutando contra centopéias, baratas, um gato pegador, ratazanas de elite e até o mal em forma de aranha: Vanestra [Regina para os íntimos]. Pegue seu punhal, seus queijos e vem comigo!

Repare no escudo de botão do Colin e na Lily enfrentando uma centopéia no maior estilo vem pro pau.

Um dungeon crawl cooperativo para 1-4 jogadores. Nossa história começa com o rei Andon que achou uma excelente idéia enfiar em seu castelo e pedir em casamento uma mulher que apareceu do nada e disse vir de DarkLands. Nessa hora, era pro sinal de alerta ter piscado, mas por uma novinha o rei achou por bem ignorar. Claro que deu treta.

E o filho do rei, Collin, o ferreiro Nez, a curandeira Tilda, o místico Maginos e o ladino Filch são transformados em ratos, pois aparentemente essa é a melhor forma de lidar contra uma mulher de DarkLands. E o que a tal mulher que é a Vanestra faz em troca? Chama o dedetizador? Compra quilos de veneno? Não. Transforma seus motivados minions em ratazanas! Ahá! Que o jogo comece!

Eles não vem pintados, mas nada que não possa ser feito.

Cada capítulo desenvolve a história e coloca os jogadores perante um objetivo que os levará mais perto de derrotar a adorável novinha de DarkLands, libertar o rei, limpar o castelo cof cof como se isso fosse acontecer. São vários blocos de sala e em cada um os ratos tem que enfrentar ratazanas, baratas gananciosas – do pior tipo, que roubam seu queijo e mandam pra roda -, ratoeiras, visões, um corvo nefasto, um gato pegador-agarrador chamado Brodie. E tem que fazer isso dentro de um limite de tempo, antes que o marcador atinja o final do capítulo no capítulo do jogo do capítulo [está mais ou menos assim no livro].

May the game begins!

O jogo vem com cartas de busca [itens individuais, de grupo, truques, traições, pergaminhos], cartões de habilidades para dar uma turbinada a mais nos ratos, cartas de confronto [puxadas para decidir que minions serão colocados no tabuleiro apenas para ser mortos – se você for um jogador que não conhece o perdão] e cartas de iniciativa que são sorteadas para decidir a ordem de ação de cada personagem.

images (1)Cinco dados. Cada um com duas faces de ataque a distância, três de ataque na tradicional encoxada [sendo dois ataque e defesa] e uma face de queijo. No seu turno, basicamente, cada rato pode andar, atacar ou fazer uma busca, dar queijo ou um item para o colega. Quando os minions atacam, o rato rola sua defesa, conseguiu se defender, ótimo. Não? Pegue seu dano e implore por cura para Tilda cantando ‘não deixe o Samba morrer’ ou para alguém que tenha o cartão de habilidade Primeiros Socorros.

Sempre tenha queijo!

Os queijos, ao contrário do que se poderia imaginar, são muito importantes para todos os envolvidos nesta grande festa à qual o Sylvester Stallone não foi convidado. Com queijos, o rato pode evoluir, isto é, pegar mais um cartão de habilidade, isto é, ficar mais bicudo fodelão; para usar a habilidade é preciso “pagar” a quantidade de queijos descrita no cartão; para apostar com ratazanas é bom ter queijo, enfim, é a moeda do jogo. Assim como em Manaus a moeda é o abraço [guarde essa informação].

É um jogo muito divertido! Os turnos são rápidos e dinâmicos, o resgate-sequestro do rei é bom demais para ser ignorado pela zoeira, as peças do jogo são detalhadas e bem feitas, Nez tem um pancadão respeitável, Filch tem as melhores falas [pausa para dizer que até o jogo respeita o Filch. Tem uma carta de traição que rouba os queijos do rato de quem a tirou, EXCETO se for o ladino. Ah, não, se for o Filch, dê dois queijos pra ele!]. E se você gosta de jogar no nível hard, aconselho a dar, pelo menos, um a mais de vida para cada cartão de iniciativa de Vanestra e a jogar o capítulo extra do Crumbles, a pequena cria do satã que dá mais trabalho que a Regina, tinha que ser filho do Nez e do Filch.

Não toque na colher de pau favorita de Miz Maggie!

Algumas observações

King’s chest é o que digo.

Pessoas disseram que acharam o jogo um pouco difícil. Certo, Padawan. Leia atentamente cada capítulo, tenha sempre o livro de histórias e de regras por perto, isso te ajudará muito! Se tem uma busca especial, preste atenção, aquele item pode te ajudar no próximo bloco, então FAÇA O CARALHO DA BUSCA! Coisas simples que fazem uma diferença enorme no sucesso do capítulo. Aliás, sempre que puder, vale fazer busca, os itens ajudam muito a turbinar os personagens e quanto mais turbinados, menos morríveis.

Quanto à tradução, divirta-se subindo na cama e procurando a Lâmina da Tristeza no “Peito do Rei”. Ah, como esses ratos adoram uma busca! Vale até invadir a privacidade e atacar o peito depilado do rei moribundo. Pelo menos, foi o que quem traduziu pensou. Ou então é da família da Rose [sim, a assistente do Doctor da primeira temporada] e não viu claramente que tinha um desenho indicando o baú. Seria um lugar mais apropriado para guardar uma espada? Talvez. King’s chest, amigos. 

Até a próxima!

nota-4