[ARTE] Um tal de Frank Quitely – Falando Brevemente

Vincent Deighan (nascido em 1968), mais conhecido pelo apelido Frank Quitely, é um artista de quadrinhos escocês. (Ahhh, os escoceses…).

Talvez o nome seja estranho, mas, se você gosta de quadrinhos, já topou com muitas e muitas artes dele.



Frank é mais conhecido por suas colaborações com Grant Morrison em títulos como Novos X-Men, We3, Grandes Astros Superman e Batman e Robin, bem como seu trabalho com Mark Millar em The Authority e O Legado de Júpiter.

Deighan trabalhou no título de quadrinhos escoceses Electric Soup em 1990, escrevendo e desenhando The Greens, uma paródia da tira de Broons publicada por D. Thomson. Foi ao trabalhar neste livro que ele adotou o pseudônimo de Frank Quitely (uma adaptação linguística e carregada de vícios de “francamente”), pois ele não queria que sua família soubesse que era o seu trabalho. Ser artista não é tão fácil quanto parece.

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Inicialmente, Electric Soup foi distribuída somente localmente em Glasgow, mas logo começou a ser difundida em todo o Reino Unido. Isso chamou a atenção editor do chefe da Dredd Megazine, David Bishop. A partir desse momento, Quitely foi catapultado.

Seu primeiro trabalho importante em quadrinhos americanos foi Flex Mentallo em 1996, um spin-off Patrulha do Destino, escrito por seu companheiro Grant Morrison para o selo Vertigo da DC Comics.

Inicialmente trabalhou em tiras para títulos de antologia como Weird War Tales, e desenhou três números de Visões de 2020 de Jamie Delano, bem como várias capas para DC. Mais tarde, ele desenhou sua primeira história longa, a graphic novel Batman: Operação Escócia, do escritor Alan Grant, em que, “The Greens” fazem uma aparição.

Em 2000, Quitely e Morrison colaboraram novamente, em Liga da Justiça: Terra 2. A graphic novel recebeu críticas positivas, e mais tarde nesse ano Quitely substituiu Bryan Hitch como artista de The Authority, com Mark Millar como escritor.

Mais tarde, Quitely ilustrou uma história de Destino (Destiny, um dos Perpétuos) para a graphic novel em capa dura de Neil GaimanSandman: Noites Sem Fim” em 2003.

Em dezembro de 2004, Quitely assinou um contrato exclusivo de dois anos com DC Comics, pra qual ilustrou Grandes Astros Superman. A série de doze números, uma outra colaboração com Morrison, começou a ser publicada em novembro de 2005. O trabalho foi ganhador do Prêmio Eisner.

Os trabalhos do artista são numerosos, envolvendo artes para artistas famosos e bandas de Rock, além dos trabalhos com Morrison e com a DC Comics.

Em 2012, Quitely foi um dos vários artistas que ilustrou uma capa variante para The Walking Dead No. 100, de Robert Kirkman, que foi lançado em 11 de julho na San Diego Comic-Con (apenas mais um desses momentos épicos que ocorrem em San Diego todos os anos)

Quitely é o artista de O Legado de Júpiter, uma mini-série em dez edições, publicada pela Image Comics, que estreou em abril de 2013. Ela é escrita por Mark Millar, que descreveu o projeto como uma mistura de “Star Wars“, “O Senhor dos Anéis” e um crossover em grande escala de super-heróis, embora não exija um conhecimento aprofundado normalmente dessas histórias, pois apresenta personagens inteiramente novos.

Quitely também desenhou a quarta edição da minissérie The Multiversity de Grant Morrison, que foi publicada em novembro de 2014.

E, claro, é inegável a vontade de ler todos os quadrinhos relacionados ao artista depois de ter só esse gostinho de seu trabalho.

P.S.: Mas, se você gosta de Harry Potter, talvez não simpatize com ele. Quitely desenhou o Tim Hunter. (plantei a treta!)

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