[ANIMES] Por que animes são tão ruins? (ou quem é paga essa conta?)

SPOILER: Não, eu não estou falando dessa série que você está pensando, nem daquele anime que você gosta – tenho certeza que ele é no mínimo assistível – o inimigo agora é outro.

loli peitõesTudo começou com essa matéria do GoBoiano e que me levantou uma pergunta bastante intrigante: eu já assisti algumas dezenas de horas de anime na minha vida – certamente bem mais – e se gastei mais de 20 pila com isso foi muito. Claro, hoje eu tenho coisas à minha disposição como Netflix e Crunchyroll que me permitem assistir anime sem fazer nenhum japonês ter que dar carvão para seus filhos no natal, mas a verdade é que, mesmo com isso, eu gasto muito pouco dinheiro com anime, quase irrelevante (#SOURICAAA feelings), e também não conheço ninguém que gaste muito com essas coisas, então, da onde vem o dinheiro que sustenta os animes?

Certo, eu sei que eu, akuma-gaijin, não sou o público-alvo da indústria, mas, mesmo assim, a pergunta é interessante, não? Afinal, de onde vem os animes? E, considerando que 95% de tudo que sai do Japão é absolutamente intragável para qualquer ser humano com o mínimo de capacidade de entender uma história, não é estranho que essa conta feche?

Ah, não me olhe assim. Sério. Animes são horríveis, pavorosos, hediondamente toscos. Em um bom ano você consegue aproveitar, no máximo, meia dúzia de animes para recomendar sem passar vergonha – o que não é tão diferente de séries ocidentais ou filmes, não fosse o fato de que em 2015 foram exibidos CENTO E TRINTA E SEIS ANIMES NOVOS (contando tanto animes inéditos quanto novas temporadas) na televisão japonesa. 1.3.6. Vai lá na wikipédia e faz a conta, se dúvida da minha palavra. E você patina para achar um que seja bom, chora lágrimas de sangue para achar um que seja ótimo.

Eu sempre tive a teoria de que anime é a mídia com maior índice de lixo para cada boa obra produzida. Não existem 100 livros medíocres para cada um apenas bom todo ano, não são lançados 100 filmes que você não aguenta até o final para cada um apenas assistível, ou videogames, ou música. Não tenho estatísticas para isso, mas a sensação que dá é essa.

Então fica a pergunta: por que anime é tão ruim, estatisticamente? Os japoneses são aliens incompreensíveis que operam em uma frequência intangível para os ocidentais? Se eles sustentam essa indústria de tanto lixo é porque eles gostam, certo? CERTO?

moe animeERRADO. SHIGAU, SHIGAU, CABEÇA DE MINGAU.

Eu realmente achava que os japoneses eram abilolados que realmente gostavam desse merdere todo, mas foi só quando eu pesquisei para entender como a indústria de anime se sustenta que eu fiz a descoberta mais revolucionaria de todos: JAPONESES SÃO PESSOAS NORMAIS.

Sim. O Japão tem uma cultura diferente da minha e da sua, mas, no fundo, eles são seres humanos como eu e você, e em essência não somos tão diferentes assim. Gostamos de equipes de heróis, coisas gigantes e não nos ofendemos com novinhas bonitas em nosso entretenimento, embora as medidas do que é aceitável variem enormemente de um lado a outro do planeta. Mas, de boa, o japonês típico é alguém com quem você poderia conversar sobre suas preferências da cultura pop, e vocês estariam falando o mesmo idioma. Talvez não o mesmo dialeto, mas, no fundo, eles são gente como a gente.

CERTO, MAS ENTÃO POR QUE OS ANIMES SÃO COMO SÃO?

Ao evocar a palavra “anime” deve imediatamente te vir à mente uma dose bastante juvenil de fanservice, roteiros formulaicos e personagens clichês, temperados com piadas das quais ninguém ri. E pegando 95% dos animes é realmente incompreensível porque alguém com mais de 14 anos assistiria, então qual é o truque aqui? (note-se que eu não vou falar muito sobre animes infantis aqui)

“SIGA O DINHEIRO”, COMO ENSINOU O CASO WATERGATE

Imagino que seja desnecessário explicar o quanto animes são caros de se fazer. Realmente caros, na casa de CEM MIL DÓLARES (além de mulheres, automóvel, mulheres, iate, mulheres, mansões e mulheres) a TREZENTOS MIL DÓLARES por episódio. Por isso os animes fazem o que podem para cortar custos, como o clichê dos personagens surdos (“O que? Ele disse personagens surdos?” “Sim, ele disse personagens surdos” “Não pode ser, personagens surdos?” “Tem certeza? Personagens surdos” “Não há duvida, personagens surdos”), as aberturas de um minuto e meio, os golpes especiais e transformações mágicas que usam os mesmos frames de animação todo episódio, episódios de recapitulação e por aí vai. Ainda sim, o negócio é caro para caralho. Considerando outros custos envolvidos (marketing e distribuição, várias outras coisas) o preço final de uma temporada de anime fica em torno de 2 a 4 MILHÕES de dólares.

Não é pouca merda. (embora seja consideravelmente menos do que um episódio de série americana, por comparação)

Mas a questão que realmente importa: você tem, agora, 2 a 4 MILHÕES de dólares sobrando para APOSTAR em um anime? Pois é, nem os japoneses tem tanto dinheiro sobrando assim. Até porque a economia japonesa está morta há mais de vinte anos (esse vídeo explica bem a situação bizarra da economia nipônica). Começa daí esse ser o motivo da maior parte dos animes ser adaptação de alguma coisa – seja jogo, mangá ou light novel – que já tenha algum respaldo de popularidade. Se você pensar bem, não é muito diferente do que acontece com Hollywood atualmente. E é por isso que vemos poucos animes originais.

Mas tudo bem, esse não é nem de perto o problema. O problema vem na hora de pagar essa conta.

Obviamente o estúdio de TV (ou a fabricante de brinquedos, ou quem quer que esteja querendo o anime) precisa de ajuda para bancar essa festa, e então é formada uma comissão de interessados.

E quem paga a banda escolhe a música, é como dizem.

Comite de produção

Esse é o comitê de produção de um filme do Estúdio Ghibli, que é bastante simplificado, porque o Ghibli tem nome pra caralho. Normalmente tem o dobro de gente envolvida

Se você alguma vez na vida já fez um trabalho em equipe, sabe o tamanho da merda que isso é. Tem uma puta guerra de interesses e egos, cada um querendo puxar a sardinha para o seu lado.

Verdade que, tradicionalmente, os executivos japoneses se interferem menos nas decisões criativas do que os seus pares americanos (né, FOX? Né HASBRO?) e respeitam o trabalho dos artistas, mas, ainda assim, todos sempre têm sua própria agenda a cumprir e seus próprios interesses. De modo geral, ainda não é esse o real problema dos animes (ou é, não mais do que é no ocidente, pelo menos)

Mas, certo, os caras levantaram o dinheiro, o anime foi feito e exibido na TV. Como é que eles recuperam esse dinheiro, e levam algum tutu pra casa? Aqui é onde a Super Pig torce o rabo. Me senti velho agora.

ME MOSTRE O DINHEIRO!

Até meados dos anos 90, a economia japonesa ia muito bem, obrigado, e os estúdios podiam bancar a brincadeira com relativa tranquilidade, dependendo apenas de anúncios comerciais, como majoritariamente acontece com a TV aberta por aqui. Só que na década de 90 a bolha da economia japonesa explodiu, e o país enfrentou uma crise que ecoa até hoje, e isso ecoou em todos os setores da sociedade. Ganha uma bala Xaxá quem imaginar que a publicidade não estava mais bancando essa brincadeira.

Então quem banca os bancadores?

Repare no relogio no canto da tela. É. Cavaleiros do Zodiaco é um anime infantil no Japão. I'm sorry, sua infancia foi uma mentira

Repare no relógio no canto da tela. É. Cavaleiros do Zodiaco é um anime infantil no Japão. I’m sorry, sua infância foi uma mentira

Desenhos animados infantis normalmente são financiados por empresas que querem vender brinquedos ou jogos. O exemplo mais clássico que temos é que a fabricante de brinquedos Bandai é responsável por custear o anime mais importante da história da televisão brasileira: Cavaleiros do Zodíaco, que sempre foi um grande merchan para vender bonequinhos. E funcionou muito bem, até hoje eu quero sasporra tudo!

Com efeito, o último anime da série, Soul of Gold, foi veiculado diretamente na internet, porque a receita dos comerciais de TV não era importante, anunciar os bonecos para o maior número de pessoas sim. E isso se aplica às tralhas de Digimon, Pokémon, e todos animes que normalmente passam com o horário no canto da tela.

Mas animes infantis são minoria, o grosso das produções passa de noite para um publico mais velho. Ora, se a publicidade não paga a conta, então como se tira dinheiro dessa gente toda? A resposta é simples: DVDs.

NÃO, ESPERA, ESSA CONTA NÃO TÁ FECHANDO.

Agora você deve imaginar que não pode estar certo isso. Não pode ter TANTO fã de anime (do tipo que coleciona DVDs e dolls e coisas do tipo) assim no Japão. Pense na sua série favorita, quantas pessoas você conhece que tem o box com os DVDs de toda coleção dela? Bem poucas, certo? Possivelmente nenhuma, nem mesmo você. E eu havia dito que os japoneses não eram tão diferentes de nós assim, então como pode?

Alguma coisa errada nesta conta não está certa.

Com efeito, no Japão, Otakus do tipo que fazem questão de comprar essas coisas são mais raros do que nerds hoje em dia por aqui, e socialmente muito mais mal vistos, então, como é possível que essa indústria se sustente?

RESPOSTA: os DVDs de animes são absurdamente caros no Japão. Tipo caros pra caralho, um DVD de anime normalmente vem com dois episódios e custa por volta de cem dólares. CEM DÓLARES POR DOIS EPISÓDIOS. Um pouco mais, um pouco menos, mas mais ou menos isso.

Da onde vem esse preço? Como os japoneses aceitam serem roubados desse jeito? Eles são burros?

Another é um anime de TERROR que tem um EPISÓDIO DE PRAIA porque esses DVDs não vão se vender sozinhos, não é?

Another é um anime de TERROR que tem um EPISÓDIO DE PRAIA, porque esses DVDs não vão se vender sozinhos, não é?

Não, na verdade é uma questão cultural japonesa. Os japoneses tinham a tradição de alugar muitos filmes, séries e animes nos anos 70 até meados dos anos 90, não porque eles não tinham dinheiro para comprar a coleção para si (como era o caso do Brasil e o sucesso das locadoras), mas sim porque eles não têm espaço físico para se atulhar com coleções, a menos que seja realmente importante para eles. Então as empresas lançavam poucas quantidades de fitas (depois DVDs) apenas para as locadoras, e se era pouco então ficava caro.

Só que o que a indústria de anime não contava era com os otakus, que passaram a comprar essas fitas e DVDs para suas coleções particulares movidos por nada senão paixão. Mesmo que fosse caro pra caralho, eles compravam por gostar muito mesmo dessa porra. O darwinismo econômico fez com que os otakus acabassem como público-alvo do mercado de DVDs (até porque as mídias digitais acabaram matando a necessidade de locadoras hoje em dia).

Com efeito, os DVDs de outras coisas (filmes, séries, etc) não são tão caros assim hoje em dia, apenas os DVDs de anime se mantém caros, porque o colecionadorismo sustenta esse negócio. O quê? Não acredita que são os colecionadores que sustentam o negócio? Então deixa eu te mostrar alguns números:

custo e lucro de um animeIsso mesmo. Um anime de 13 episódios (em 6 DVDs de 2 episódios custando 90 dólares cada) precisa vender apenas 8000 unidades para se pagar. 8000 em um país de 130 milhões de pessoas. Agora essa conta parece muito mais plausível, não é?

AGORA PENSE NAS IMPLICAÇÕES DISSO

quarto de otaku

“Foi você que enfiou esse estereótipo peitudo aqui, foi você! É você que financia essa merda, seu otaku!” – Capitão Nascimento sobre anime

Ok, agora pense: animes são feitos para o tipo de otaku que paga mais de mil dólares para ter a coleção de um anime de 26 episódios. Em uma economia em recessão, não pense que todo mundo caga dinheiro no Japão assim não. O tipo de gente que faz isso é o mesmo tipo de gente que compra dolls eróticas, travesseiro de waifu e todo tipo de coisas pelas quais os otakus são ridicularizados tanto aqui quanto lá.

 

E esse é o truque: anime não é feito para mim, para você ou a galera com quem você dá uns rolês. É feito para gente obcecada e sem noção da realidade. É feito para otaku de verdade, porque precisa de apenas 8 mil deles para bancar uma temporada de anime.

1% dos otakus decide o futuro de 99% dos animes. Tipo a economia, só que com personagens menores de idade com sutiã 44DDD

1% dos otakus decide o futuro de 99% dos animes. Tipo a economia, só que com personagens menores de idade com sutiã 44DDD

Ainda assim, leva muitos anos para um anime dar retorno comercial, porque mesmo esse número mágico não é tão fácil de atingir. No Japão, DVDs de anime são vistos como commodity de luxo para colecionadores, e tratados como tal

Considerando isso, tudo faz muito mais sentido, não é? Os clichês de gênero repetidos à exaustão, os personagens estereotipados, a necessidade quase patológica de fanservice, a cultura moe, as versões porcas na TV que são feitas de qualquer jeito e depois remasterizadas no DVD, a infantilização dos relacionamentos. Não é que os japoneses não sejam normais e gostem dessas coisas, é que os animes são feitos especificamente para esse público. Acredite ou não, a infinita massa das pessoas no Japão é normal. Como eu ou você, um pouco diferente por questões culturais, mas gente normal. Animes não as representam. Literalmente.

Anime é feito para o 1% de otakus doentes. Mesmo. E por isso a imensa maioria dos animes é ruim.


Fonte: das diversas pesquisas que eu li a respeito na internet, a mais completa sem dúvida é a da Anime News Network que explica em detalhes a situação do financiamento de animes no Japão. O artigo é bem completo, e também fala sobre a situação dos animes nos Estados Unidos (que é uma realidade inteiramente diferente), e como os meios digitais (Netflix, Crunchroll) influenciam atualmente. Altamente recomendado.

13 thoughts on “[ANIMES] Por que animes são tão ruins? (ou quem é paga essa conta?)

  1. vai se ferrar, se vc ano gosta de animes, guarde sua opiniao pra vc… nao saia por aí chamando-os de lixos……. povo realmente nao sabe ter respeito por nada…….

    • Não sei se vc reparou mas ele não falou que TODOS os animes do mundo são um lixo, mas sim sua grande maioria é. Serio tenta acompanhar todos os animes que saírem a partir de agora, não da para assistir a grande maioria, 90% é lixo que todo mundo ignora, 7% são bons ou no minimo aceitáveis e apenas 3% é uma obra de arte.
      Na próxima vez que for comentar tente ler o texto primeiro. ;D

      • é o seguinte: cada 1 tem 1 gosto de anime exemplo: meu amigo dis que gosta de dragon ball,naruto,bleach ja eu digo que n prestam que só prestam one piece,yu gui oh ok,sera que ele concorda com migo? ele vai me criticar? não né eu rexpeito os animes deles e ele tambem rexpeita meus animes cada 1 tem gosto diferente se ele curto one piece ou seja la o que for isso é problema dele cada 1 tem seu anime desde infancia o meu foi Dragon Ball é claro + n muda o fato de que sempre tera animes que uns curte e outros n. (gosto de animes em geral). enfim se não intendeu o que eu acabei de escrever então vá estudar 1 pco.

  2. “Eu sempre tive a teoria de que anime é a mídia com maior índice de lixo para cada boa obra produzida. Não existem 100 livros medíocres para cada um apenas bom todo ano, não são lançados 100 filmes que você não aguenta até o final para cada um apenas assistível, ou videogames, ou música. Não tenho estatísticas para isso, mas a sensação que dá é essa.”

    Bom, em 2013, quase 305 mil novos títulos e reedições de livros foram lançados nos EUA… Boa sorte tentando encontrar 3 mil que prestem… 😉 …

  3. Caraca cara… o texto é muito grande pra apresentar uma opinião tão simplória…vamo trabalhar a síntese, né mano?
    Agora minha crítica e contra-argumento: Pq os animês ESTÃO tão ruins?
    Assim, a maior parte do que vc falou poderia ser resumido da seguinte forma: Os animês estão ruins por causa do mercado. A partir disso vc poderia desenvolver a questão.
    A maior falha que você comete na sua análise é esquecer um detalhe básico, mas que é essencial: a “Mídia”.
    Quem saca de animês sabe que existem três mídia diferentes para a produção das séries:
    1. Televisão.
    2. Home-Vídeo (OVA).
    3. Cinema.

    Bom, desde o príncipio do princípio, os animês produzidos para a televisão sempre tiveram uma qualidade inferior, quer seja na animação, quer seja na história. Da mesma forma como os animês feitos para exibição doméstica ou em telonas seeempre tiveram uma qualidade extraordinariamente superior. Então a primeira questão é: qual o tipo de animê que está ruim? acredito que esse seja um mal do mercado animês, mas que as séries produzidas para a TV estão muito mais ruins do que os outro, até mesmo do que as antigas séries televisivas.
    Então, aqui estamos, delimitamos o foco, e analisamos a seguinte questão: Por que os animês produzidos para a TV estão tão ruins?
    Parte da resposta vc já deu no seu artigo, realmente algumas produções (que inclui tokusatsus tb, que estão bem piores que os animês, diga-se de passagem), são produzidos como campanha de marketing, patrocinados por empresas do ramo do entrertenimento infanto-juvenil, como bandai, nintendo, etc. É claro que não podemos esperar genialidade e uma excelente qualidade desse tipo de produção (embora tenha).
    Mas esse não é o único motivo para isso.
    A crise dos animês televisivos não pode ser olhada separadamente da crise existencial que a própria mídia chamada “televisão” vem passando nas últimas décadas.
    Não são somente os animês que estão ruins, a maior parte dos programas e shows televisivos estão igualmente com a qualidade despencando, e isso tem a ver com a própria lógica de mercado das TVs.
    Na TV, a sobrevivência vem dos anúncios, e é dependente naturalmente da audiência. Um programa voltado para as donas de casas apresentam espaços para anunciantes cujo produto poderiam interessar a esse segmento, e assim com os outros segmentos: homens jovens, homens velhos, crianças, mulheres jovens, mulheres velhas, pequenos comerciantes, artesãos, etc.
    Então, a competição entre as emissoras de televisão durante muito tempo fazia com que eas encomendassem animês com qualidade superior para que OBVIAMENTE tivessem mais audiência fazendo com que o espaço para anunciante fosse mais caro do que o de outras emissoras. Assim, o mercado poderia manter um certo nível de qualidade boa.

    Porém, essas primeiras duas décadas do século XXI criou uma nova mídia que está puxando o tapete da televisão: a internet.
    Com o forte crescimento de sistemas autonômos de transmissão de vídeos como Youtube, Netflix e Crunchyroll a televisão vai a cada dia sendo substituida por esses novos veículos, vai perdendo audiência a cada dia que passa, logo investir dinheiro em uma produção acima da qualidade aceitável não é mais investimento, é perca de dinheiro. Então, o que muitas emissoras vem fazendo é alocando verba na produção de animês de terceira qualidade que sejam lotados de temas apelativos, clichês e fanservices para tentar minimamente manter a audiência e conseguir a mínima manutenção da mídia.

  4. Consigo concordar com algumas coisas ditas no texto, principalmente quando afirma-se que a maioria dos animes produzidos são um lixo. Mas qual a novidade nisso aí? A maioria dos filmes, livros, músicas, ou de qualquer outro produto da indústria cultural, são também lixo. Nada é criado para agradar a todos. Os nichos existem e sempre vão existir, pois existem pessoas capazes de gostar daquilo que mais repudiamos.
    O autor foi muito feliz ao não citar nenhum nome de anime em específico, pois seria uma agressão aos fãs. Mas o texto pode ser inserido no contexto de qualquer produto da indústria cultural e portanto não me acrescentou nada, além de dados estatísticos curiosos.
    E ainda, não deixarei de assistir aos (poucos) animes que gosto muito por causa dessas informações.

  5. Suas estatísticas são burras.
    Cê tem que entender que material de nicho é feito pra agradar o nicho, caramba. É o mesmo com as HQs e seus clichês infinitos.

  6. Esse texto transborda falta de pesquisa e entendimento da mídia que se fala. Sinceramente, é muito baixo fazer esse tipo de bobagem só para ganhar cliques, e bem demonstra o nível acefálico da blogosfera brasileira, onde predomina a desinformação, o click-bait e o lugar comum.

    Pior q eu até queria responder os “argumentos”, mas eu tenho absoluta certeza q o autor não irá ler, ou se ler só irá rir da minha cara por dar atenção à “isca” do “espertinho”. É deprimente ver o nível que as pessoas chegam para conseguir atenção. E ainda tem quem reclame da televisão.

  7. oi, boa tarde sr.autor, tudo bom? eu estou bem

    sabe que ler seu post todo me levou a pensar duas coisas:

    1 – a resposta para a sua grande duvida:

    “Por que animes são tão ruins?”

    são ruins mesmo? ou será que só você não gosta? um anime de basquete ou tênis contra um anime de aliens ou um anime de magos ou ainda contra um anime de um jogo de cartas ou de lutas? como da pra comprar esse 4 temas? pela técnica de animação, desenvolvimento dos personagens, duração, fanservice? duvido muito, pois esse tipo de coisa não afeta o tema das historias, então basicamente não da pra responder sem colocar uma opinião pessoal no meio. então sem mais delongas, vamos logo a resposta para “Por que animes são tão ruins?”, no caso a minha resposta: não gosto de anime de esporte, jogos de cartas eu prefiro jogar mesmo e lutas…sinceramente só se tiver uma historia boa, coisa que qualquer anime pode ter, então resumindo: magos>aliens>qualquer uma das outras duas merdas de ANIMES RUINS…

    2 – quem assiste esses animes ruins?

    pois é, como visto acima, cada pessoa tem seu gosto e critério pra escolher o que vai assistir. logo se eu entre num blog e leio que um anime é ruim e existe um melhor…eu devo é tacar o foda-se e ver o que eu quero não o que eu li, por que eu sou eu mesmo e tenho meus gostos e o autor é o autor e tem as ideias loucas dele, correto? corretíssimo. “então esse cara ta comentando só pra falar que o autor é um bosta?” não só pra isso. não saber o que está falando não é exatamente crime(nessa situação), pra esclarecer: quando eu era criança, os animes mais populares eram dragon ball(com o goku criança), Rurouni Kenshin(samurai-X), saint seiya(cavaleiros do zodíaco), entre muitos outros e na época comprei vários brinquedos, Posters, figurinhas, chicletes e mangás. claro que varias dessas coisas eram falsificadas, mas pra mim, com 6~8 anos eram tesouros muito preciosos…coisa que mudou atualmente, sinceramente, com exceção dos mangás(pelo motivo de eu ser colecionador e eles terem um valor grande na minha coleção(principalmente os que comprei quando eu tinha menos de 10 anos)) não gastaria 1 real nisso…isso porque eu cresci e meu gosto mudou. então respondendo: quem assiste os animes ruins? quem gosta e sim, existem pessoas que gostam, muitas por sinal.

    e o fato do meu gosto e muito provavelmente o gosto do sr. autor mudaram desde os tempos da alameda dos anjos trás uma terceira pergunta(e resposta):

    3 – EXTRA! – se meu gosto mudou pra melhor, então meu eu do passado tinha mau gosto?

    sem explicações dessa vez: não! não tinha, cada tema tem um publico alvo, então o que pode parecer um lixo ao seus olhos pode ser perola para outros. por exemplo, hoje temos os animes Dragon ball super, Sailor Moon Cristal e Digimon adventure TRI…que sinceramente acho uma merda e não recomendaria a ninguém…mas há quem assista e goste, principalmente quem é mais novo, quem teve contato com coisas diferentes de alguma forma.

  8. Você só esqueceu de dizer que alguns animes são sustentados pela venda de mangás. Ou são produzidos para vender mangás.
    Realmente a maior parte dos animes é uma tremenda bosta. Eu gosto de assistir mirai nikki kkkkkk

    • É verdade, a relação meio incestuosa dos animes com os mangas daria um artigo a parte mas de modo geral é por aí mesmo

  9. Anime não uma mídia de massa mesmo no japão,igual as pessoas acreditam por ai,é existe puramente como comercial dos manga/light novel.

    É verdade que a maioria da sociedade Japonesa não assisti anime,mas boa parte dela ler manga,tanto é que bem comum ver pessoas nos seus 30/40 anos lendo manga no trem.

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