[ANIMES] DARLING IN THE FRANXX (ou 2/3 o melhor anime de mecha de todos os tempos)

Darling in the FranXX” é um anime sobre sexo. “Dã, jura?“, você responderia, ao saber que nesse anime um casal de adolescentes pilota junto um robô gigante desde que atinja sincronização mental – exatamente como em Pacific Rim – mas, para isso… a menina fica de quatro, e o cara “pilota” a bunda dela.

Qualquer um olha para essa cena e diz “Seu oligoblasto deficitário, É ÓBVIO que isso é um simbolismo para sexo. Parece que temos um Xerox Rolmes aqui, hã?“. Bem, sim, claro. Mas não foi isso que eu quis dizer realmente.

Eu quero dizer que o “Querido no Chicão” REALMENTE é um anime sobre sexo, em um sentido mais profundo do que você poderia esperar. E é aqui que as coisas ficam interessantes.

Em um futuro distante, tudo que sobrou da humanidade se esconde em cidades-fortalezas móveis (chamadas de “Latifúndios”), devido ao medo do ataque de animais selvagens conhecidos como “urrossauros”. O anime é sobre o Esquadrão 13, um grupo de crianças-soldado criadas geneticamente para defender o seu Latifúndio (cada um tem o seu time de crianças), pilotando mechas gigantes chamados “FRANXX” – que tem esse nome porque foram criados pelo doutor Werner Frank. Para usar o FRANXX efetivamente, cada piloto faz um par com outro do sexo oposto. O que nos leva às insinuações sexuais desenfreadas. E sendo este um anime do estúdio Trigger, está longe de ser sutil. Muito longe.

No entanto, em vez de ser sexual apenas pelo prazer de ser sexual para se aproveitar do público-alvo onanista de animes, FRANXX se propõe a uma metáfora sobre sexo, surpreendentemente, mais complexa. Essa sendo menos sobre FAPtime (embora o anime tenha lá suas doses CAVALARES de fan service, porque Japão, né?), e mais sobre o contexto desajeitado que o sexo tem na adolescência.

Me permita dar um exemplo: no vestiário, os garotos ficam falando sobre pilotar pela primeira vez, e um mais metido a descoladão inventa que ele já pilotou várias vezes com sua parceira, ao que ela imediatamente fica com a fama de “ser fácil de compatibilidade”. Enquanto isso, no vestiário das meninas, elas conversam entre si que os garotos são afobados demais quando sobem para pilotar, e uma das poucas meninas que já pilotou um FranXX diz para as outras que é uma sensação estranha, e até meio incômoda, no começo, como ter algo se mexendo dentro dela.

Aquele momento constrangedor em que seus amigos ficam te zoando porque acham que você inventou que pilotou com a 10/10, e ela diz isso na frente de todo mundo. VIRE BAIXO PRA QUE, TCHURU TCHURU

Quando um dos casais dá aquela falhada básica em operar o seu FranXX, devido a problemas de compatibilidade, a menina fica toda grilada que o rapaz falhou por causa dela; enquanto o rapaz imediatamente adota uma postura defensiva-agressiva, para esconder sua insegurança de que a “falhada” foi realmente por culpa dela e que ela não está “pilotando” direito.

Agora você entende o nível de metáfora para sexo a que eu estou me referindo aqui?

Esse nível de metáfora é ainda mais importante do que podemos dar conta numa sociedade como a japonesa, onde não se fala abertamente sobre esse tipo de coisa. Japoneses não são dados a demonstrações públicas de afeto, e muito menos a falar tão intimamente sobre isso. Mesmo nos – poucos – animes onde personagens são oficialmente namorados, pouco se vê além de segurar as mãos ocasionalmente, quando não tem ninguém olhando. Isso é muito mais profundo do que pode parecer em um primeiro momento. E se os casais de japoneses fazem sexo em qualquer posição além do que é considerado tradicional e “normal”, ninguém realmente fala sobre isso.

Pense comigo: por que não existem animes sobre gravidez na adolescência, ou sobre as inseguranças e dificuldades de manter um relacionamento – não apenas toda a epopeia para começar e então viveram felizes para sempre – ou incertezas sobre o futuro, ou não saber o seu lugar no mundo? Enfim, problemas reais que os adolescentes enfrentam com mais frequência do que pilotar robôs gigantes ou viajar no tempo. Por que não temos muitos animes sobre isso?

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Darling in the French

Certamente não é porque os jovens japoneses não têm esses problemas, essas ansiedades ou dúvidas. Eles apenas não falam sobre isso, porque os japoneses nunca falam abertamente sobre assuntos pessoais ou delicados. Em foro familiar, com seus amigos, é claro que sim – japoneses são seres humanos, afinal – mas em aberto, através de uma mídia como animes? Boa sorte tentando achar essa discussão.

Porque, embora o sexo seja o aspecto de venda mais chamativo, DitF é sobre várias questões que te atormentam quando você é adolescente, transformadas em metáforas pela construção de mundo do anime. Quando eu vou “virar adulto”? É ok eu ser o que os adultos me dizem para eu me tornar, mesmo que eu sinta que não é exatamente isso que eu quero? Meu parceiro(a) gosta de mim como eu gosto dele? E se eu tomar um pé na bunda, como eu recomeço do zero? O que eu faço se eu sentir desejos que vão além do que a sociedade aceita como “normal”, como, digamos, querer “pilotar” alguém do mesmo sexo que eu?

E por aí vai.

O ponto de quebra, o aspecto que mais joga luz nessa discussão sobre o que é “normal” e o que é “adequado” para a sociedade, é a protagonista do anime, a hibrido humano-urrossauro, Zero Two – assim, em inglês mesmo. Zero Two não é uma garota que se comporta como as outras garotas, ainda mais em uma sociedade com expectativas bastante definidas como a japonesa. Ela fala alto, ela se veste como dá vontade, ela senta onde ela quiser – no refeitório do alojamento existe a mesa das meninas e a mesa dos meninos, e a Zero Two está pouco se fodendo para essa distinção social – e ela beija na boca em público mesmo, e não tá nem aí pro que os outros pensam.

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Ela é essa força, esse id selvagem da adolescência que a sociedade japonesa reprime tanto. E, é claro, a Zero Two não “pilota” como as outras meninas. Na primeira vez que ela pilota com o protagonista, ela não fica de quatro para ele usá-la, não senhor. “Ficar de quatro é a senhora progenitora calhandreira que vos concebeu. Senta aqui no meu colo que vai ser é do meu jeito“, ao ponto que, em determinado momento, um dos meninos diz para o parceiro da Zero Two que aquilo “não conta, porque não é pilotar de verdade”, porque “pilotar de verdade” é apenas papai e mamãe… E se não for, você apenas não fala sobre isso, muito menos trata como se fosse uma coisa natural!

Nos primeiros episódios, muito espertamente, nunca é mostrado EXATAMENTE como a Zero Two pilota. É apenas dito que não é como qualquer outra garota e que os homens têm medo dela.

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Isso nem é um meme fora de contexto, esse é o significado real da cena

Zero-Two é, obviamente, uma Manic Pixie Dream Girl como poucas vezes se viu nos animes. Espera, ela é o que de quem?

MANIC PIXIE DREAM GIRL AO RESGATE DA SOCIEDADE TRADICIONAL JAPONESA

Digamos que você seja um herói masculino cheio de boas intenções e valores positivos que ninguém reconhece, e está vivendo uma existência tediosa e sem emoção. Oh, se ao menos uma garota pudesse aparecer magicamente do nada e abrir seu coração para a grande e maravilhosa aventura da vida … Não tenha medo, a Manic Pixie Dream Girl está aqui para dar um novo significado à vida, meu caro herói masculino um tanto quanto depressivo!

Essa garota especial, que vai virar nossa vida do herói de ponta cabeça, tem que ser incrivelmente atraente, enérgica, ter uma perspectiva completamente diferente sobre a vida, ser cheia de excentricidades estranhas e idiossincrasias (normalmente uma inocência até meio infantil), não raramente com um toque de tintura em seu cabelo selvagem, para mostrar o quanto ela é fora da caixa. Ela é inexplicavelmente obcecada com o nosso herói que, até então, nenhuma outra mulher daria a minima, em quem ela vai focar suas estripulias, até que ele aprenda a viver livremente e amar loucamente. Quer ele queira, quer não.

E, claro, a Manic Pixie Dream Girl não liga a minima para aparência, ou para “o que as garotas normais acham importante”, mas, mesmo assim, é uma sólida 10/10 sem nenhum esforço. Ou seja, MPDG é aquela personagem que você totalmente imagina sendo interpretada pela Zooey Deschannel.

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E isso é o que rola com a Zero Two aqui. Ela é uma força da natureza, uma súcubo que cai de paraquedas do céu no colo do protagonista para mudar a vida dele e a visão dele sobre o mundo. A coisa sobre MPDG, no entanto, é que, se uma obra for inteligente o bastante, se ela ficar por perto o suficiente, vai acabar mostrando que, do outro lado dessa “magia”, existe um ser humano de verdade, não apenas uma garota que, magicamente, veio ao mundo fazer um loser se sentir especial e era isso.

O melhor exemplo dessa desconstrução em que eu consigo pensar é “Scott Pilgrim vs The World“, onde Scott passa o filme todo tratando Ramona como se ela fosse um unicórnio mágico três patamares acima da pobre existência dele e, no fim, Ramona era só uma garota. Com qualidades, defeitos, e que pegou o Capitão América, mas, ainda assim, apenas uma pessoa.

Zero Two, no caso, não é uma pessoa. Ela é – meio que literalmente – uma súcubo, e forçada pelos acontecimentos a “ser parte do grupo” com as outras crianças, e é aqui que algo interessante acontece: ela vai gradualmente definhando, como um animal selvagem posto em cativeiro. É realmente muito interessante ver que, conforme Zero Two é integrada ao Esquadrão 13, e forçada a “brincar de casinha” com os outros adolescentes, ela vai murchando e se apagando, até o ponto em que ela passa de salvadora do dia badass, que tem o mecha mais foda de todos… a uma garota que precisa ser salva.

Você pode dizer que isso é outra metáfora, sobre como a sociedade quebra o nosso ID para se encaixar nas suas regras, até que sejamos outro borrão de tinta e, quando você vê, já tem uma tatuagem de estrela genérica no ombro, igual a todas as outras milhões de garotas “únicas”. Existe um ditado japonês que reflete bem como a sociedade pensa: “O prego que se destaca é o primeiro a ser martelado”, e Zero Two é muito martelada para se tornar uma “garota normal” ao longo da série. Esse é outra das poderosas metáforas visuais desse anime, que tem várias outras.

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E aqui temos uma Manic Pixie Dream Girl em seu habitat natural, em todo seu esplendor diante de um loser virjão… e  a mesma criatura, após meses de criação em cativeiro.

Após um primeiro ato à moda louca, com uma lenta exposição de mundo que te deixa intrigado sobre “o que diabos aconteceu ali”, e a Zero Two tocando o terror no mundinho perfeitamente planejado dos adultos – esse termo é usado literalmente no anime, e tem um motivo para isso na ficção – o ato 2 examina o lado mais sombrio dos personagens, e entra de cabeça no mundo em que eles vivem.

O segundo ato do anime é mais focado em explicar a construção de mundo e o que move os personagens. O desejo da Zero Two de se tornar humana, e a necessidade de Hiro de pertencer a alguma coisa se sobrepõem e se entrelaçam, resultando em atrito emocionalmente carregado, que vale a pena na melhor das maneiras. O resto do Esquadrão 13 também recebe um bom tempo de tela para desenvolver seus personagens. Ichigo tem que duelar entre com quem ela gostaria de pilotar e quem os adultos deram para ela como parceiro, assim como Goro tem que lidar com o fato que sua parceira de FranXX ser obviamente apaixonada pelo melhor amigo dele. Ikuno descobre que ela gostaria de pilotar com outra menina, mas, boa sorte tentando fazer com que isso seja aceito pela sociedade. Futoshi tem que lidar com a dura verdade da vida de que sua parceira de FranXX prefere pilotar com outro rapaz que tem muitos quilos a menos. Enfim, Mitsuru, Zorome e todas as outras crianças têm também seu desenvolvimento sobre questões autênticas da adolescência.

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It’s funny because he’s fat

Os episódios de slice of life mostram as crianças tentando levar uma vida por conta própria, sem a interferência dos adultos, mas sem ter muita certeza de como se faz as coisas – que é o que rola quando você é adolescente. É de um desenvolvimento de personagens e sinceridade que, honestamente, eu lembrei de uma versão positiva de Senhor das Moscas. É realmente muito bem escrito e interessante.

Para um elenco tão grande, o estúdio Trigger e o A-1 fizeram um malabarismo bastante hábil. Ainda mais impressionante é como eles conseguiram desenvolver o mundo em conjunto com os personagens. Apenas no episódio 10, “A Cidade da Eternidade”, é que se dá aos espectadores uma espiada do que, exatamente, as crianças estão protegendo. E eu vou te dizer: não é bonito. A vida dos adultos na cidade parece fascinante à distância, mas o cenário sobre como as pessoas vivem suas vidas é bastante triste. Os tons do cyberpunk e da distopia pintam uma imagem estéril de uma sociedade que foi projetada para ser pura utilidade. Mais uma vez, quando você considera o contexto da sociedade japonesa, essa discussão é mais relevante do que parece inicialmente.

E É ASSIM QUE TERMINA, NÃO COM UM ESTRONDO, MAS COM UM CHORAMINGO

Bem, se você me acompanhou até aqui, deve ter tido uma boa ideia do quão impressionado eu fiquei com esse anime, que mistura fan service, robôs gigantes, criticas sociais, batalhas fodendamente épicas, e desenvolvimento de mundo e personagens poucas vezes vistos em um anime. É, para todos os méritos, um anime para bater no capô e dizer “isso é o que animes devem ser!“.

Só faltava uma coisa para esse anime ser o melhor anime de mecha de todos os tempos. Maior que Evangelion, e eu não estou de sacanagem com a sua cara. Apenas uma coisa para entrar para história: um final fodendamente épico. Um final que ficaria na memória por anos a fio – como o final de Evangelion, para esse propósito – e a eternidade seria sua. As ferramentas estavam lá, o cenário estava preparado, os escrivães da história da animação haviam molhado suas canetas-tinteiro para escrever mais um capitulo.

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Taí o tipo de pergunta que você não vê em um anime todo dia

E, de fato, o terço final de Darling in the FranXX entrou para a história da animação… por todos os motivos errados.

FranXX foi muitas coisas ao longo de seu curso: de uma metáfora muito louca sobre puberdade a uma história de amadurecimento movida pelos personagens. O que eu nunca esperei que fosse, no entanto, era… decepcionante.

Eu normalmente não uso essa palavra para descrever muitas coisas, já que eu me esforço ao máximo para julgar algo pelo que se propõe a ser, e não pelas minhas expectativas. Darling in the FranXX, no entanto, É decepcionante. O que deu errado? Como o Trigger e o A-1 encaminham o seu anime tão bem, apenas para cagar tudo com a fúria de mil sois amarelos?

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E então, do nada, quando  o terço final do anime começa logo depois do episódio final de mid-season tão épico que muitos animes jamais chegarão a sonhar com algo tão bom para o seu próprio final; quando a treta entre a humanidade e os urrossauros receberia suas cores finais… Sem motivo algum, sem nunca ter feito parte da história até aquele ponto, aliens atacam e foda-se, vamos todos ao espaço porque  “Nós temos que deter os alienígenas”.

Espera, que aliens? Como assim?

Se isso parece muito com Gurren Lagann, é porque é mesmo. Só que pior. Independentemente de seus próprios problemas, Gurren Lagann trabalhou com suas lutas espaciais exageradas e ação desafiadora da física desde o começo da série. Não foi do nada que eles decidiram “BAM, ALIENS NA SUA CARA”. Foi o curso de como os personagens e a narrativa estavam se desenvolvendo. Aquilo fez sentido.

FranXX faz qualquer coisa, exceto sentido. Existe uma grave desconexão entre os dois primeiros terços e o último. Ao tirar da bunda antagonistas aliens, tipo Borgs, que querem assimilar toda vida orgânica, a série removeu qualquer relevância que o Esquadrão 13 poderia ter até então. E eu não posso me estressar o suficiente pelo quanto isso saiu do nada MESMO.

Existem muitas formas como o terceiro terço do anime poderia ter se dado, e eu gosto da ideia de um arco de rebelião. As crianças perceberiam que tinham o poder de mudar suas vidas e se rebelariam contra os adultos, construindo uma nova sociedade. Ou, então, entenderiam porque os adultos fizeram o mundo do jeito que eles fizeram e, num estilo bem 1984, entenderiam que existe uma razão pela qual o sistema é do jeito que é, e que o sistema vence. Qualquer um dos dois caminhos serviria. Ou qualquer outro, na verdade, só que não uma invasão súbita de alienígenas do nada, que arruinou completamente qualquer perspectiva de conclusão baseada no que aconteceu até ali.

Me permita colocar de outra forma: esse final é tão aleatório que poderia ser encaixado em qualquer anime. Partida final do campeonato de Keijo, bam, aliens atacam e as bundas têm que se unir para salvar o mundo. A humanidade luta desesperadamente contra os Titãs, encurralada em seu último esforço e… aliens atacam. Agora humanos e gigantes têm que unir forças contra um novo inimigo em comum saído do nada.

Isso é tão ruim, mas tão ruim, que eu não consigo nem explicar direito o quão ruim é. Nada exemplifica isso melhor do que como a batalha final é resolvida. As crianças dão as mãos e enviam para Hiro e Zero Two sua energia espiritual, e o Esquadrão 13 salva o dia através do poder da amizade.

Sério.

Eu queria estar brincando.

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Nenhuma dúvida que o final foi escrito por esse cara

E se ao menos, ainda, fosse uma batalha espacial final fodendamente animada, mas não. A animação é preguiçosa a um ponto que Macross – um anime de 1982, pelo amor dos Naaru – tem mais esforço e qualidade. Eu não sei exatamente o que aconteceu aqui, porque o final é ruim desse jeito. Eu apenas não sei.

O que eu sei é que eu estou muito desapontado com esse final. Se você define sua história com um conjunto de regras e temas, é melhor você se ater a elas. E se for mudar isso, então, que seja para mudar para algo melhor! FranXX foi um anime divertido por causa de seus personagens, excelente uso de fan service e metáforas. Depois do episódio 16, esse sabor distinto gradualmente desapareceu, deixando-nos com um anime genérico que não tem nenhum propósito. Não tem mais metáforas sugestivas, grandes construções de mundo ou desenvolvimento de personagens. E essa é a parte mais frustrante de tudo. Eu não odeio esse anime. Pela maior parte da sua duração, eu adorei ele. Darling no FranXX começou como algo divertido, diferente e interessante. No entanto, no final da série, ela evitou tudo o que a tornava ótima e optou pela saída mais fácil. Estou decepcionado com o que esse show escolheu, ainda mais quando você pensa no que ele poderia ter sido.

Você poderia ter sido grande, kid, o maior de todos. Mas escolheu não ser.

One thought on “[ANIMES] DARLING IN THE FRANXX (ou 2/3 o melhor anime de mecha de todos os tempos)

  1. Fala sério .por quê os animes..nao sao focados em dramas da adolescência como gravidez..etc?(nao acredito que li isso) .. Porque é muito mais legal inventar um mundo em que ninjas..piratas e robos gigantes quebram o pal..afinal ja temos novelas demais porra!!

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