[ANIMAÇÃO] RWBY (resenha): esse é o dia pelo qual esperamos

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Imagine você, meu caro amigo-lhes, um cenário em que Harry Potter houvesse sido escrito por um geek como nós. Alguém que cresceu jogando videogames e assistindo animes como eu e você. O quão legal seria isso?

Pois imagine não mais, meu bom e velho nerd, geek ou feeling. Isso já aconteceu, e eu gostaria de tirar um momentinho para lhes falar desta animação chamada RWBY.

Mounty Oum era (e ainda é, eu suponho) um nerd como eu e você, que acontecia de trabalhar para uma empresinha de fundo de quintal (a Rooster Teeth Productions, cuja realização mais notável é a websérie Red vs Blue), e que um dia correu atrás do seu sonho de animar seu projeto. Ele bateu de porta em porta para arrecadar verbas, atores para dublagem e pôs a mão na massa: ele escreveu, dirigiu, editou e até ajudou na dublagem de quase a série toda.

O que por si só já é uma história interessante, mas não valeria uma paçoca furada se a animação não fosse boa. Mas e aí, a treta é boa?

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BEM VINDOS À ESCOLA DE MAGIA E BRUXARIA CAÇADORES DE HOGWARTS BEACON

Remnant é um mundo assolado por bestas de sombra sem alma conhecidas como “Grimm”, e a humanidade só existe encolhidinha dentro de suas cidades-estado, e só consegue graças ao uso do pó (deixarei as piadas para vocês), que é uma parada que concede efeitos similares à magia.

Para proteger suas fronteiras dos grimm, e até mesmo para manter a ordem na bagaça toda, jovens são treinados desde cedo na Academia Beacon para se tornarem caçadores.

Na prática, a Beacon é um colégio interno para crianças com poderes especiais, como o Instituto Xavier ou Hogwarts. Esse tipo de paradinha que todo mundo curte.

Ruby, a protagonista, é uma menina prodígio que vai para Beacon antes da idade, porque o seu diretor excêntrico viu um potencial de muita zoeira nela, enquanto ela impedia um assalto a uma “poalheria” (sabe, as lojas que vendem pó), ou whatever.

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É ENGRAÇADO

Uma das coisas que mais chama atenção em RWBY é que a animação tem um timing para as gags visuais muito bom. Ele usa muitos elementos de anime, mas apenas como inspiração, porque, na boa, animes não são engraçados.

Você tem que coçar muito a cabeça para lembrar de um anime que tenha sacadas engraçadas e inteligentes, porque é uma cultura totalmente alienígena para nós (ao contrário do que os otakus fingem que acreditam). Mas em RWBY não, eles acertam na mosca, tanto nas gags visuais, quanto na inteligencia das piadas.

Se alguma coisa, eu diria que lembra o humor de A Lenda de Korra, mas com mais elementos de cartoon. É leve e gostoso de assistir. E olha que eu sou uma das pessoas mais rabugentas e mal amadas ever, então, se eu to dizendo que é divertido, é porque isso significa alguma coisa.

[youtube https://www.youtube.com/watch?v=dsy7VJheMBI]

A QUALIDADE DA ANIMAÇÃO

A principio a animação assusta um pouco, porque como ela é toda em CG com cell shading, acaba parecendo uma cutscene de jogo de PS2. O que não muda com o decorrer da série, na verdade.

Mas a boa notícia é que não só você logo se acostuma com isso, como não prejudica em nada as cenas de ação. Na verdade, as cenas de ação são muito bem animadas e fluídas, e dão facilmente de relho em qualquer animação de grande estúdio que eu consiga puxar de cabeça agora.

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NÃO JOGUE SUA VIDA FORA

Outra grande qualidade da animação é que ela é relativamete curtinha. Cada episódio (a primeira temporada tem 16 episódios, a segunda tem 12) dura de 5 a 10 minutos apenas, mas isso não quer dizer que seja corrido ou superficial. Eu sei que parece estranho imaginar que algo de qualidade possa ser feito em episódios de 5 minutos, mas acredite que são 5 minutos que valem a pena – como os do Pica-Pau ou do Tom e Jerry também valiam.

Em tempos em que assistimos seriados de 40 minutos de cujo capítulo se aproveita duas falas, eu diria que é um investimento fenomenal do seu tempo na proporção tempo/diversão.

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A AMIZADE É MÁGICA

Dado o tempo de exibição da animação, é impressionante como as personagens são bem construídas e carismáticas. São clichês? Definitivamente, nada que você nunca tenha visto em animes antes, mas RWBY em nenhum momento tenta inventar a roda, apenas faz o básico com muita competência – porque às vezes apenas isso é suficiente. Ainda mais com o tempo que tem.

As relações entre os personagens são bem plausíveis, e os problemas de relacionamento que elas enfrentam umas com as outras, ou no colégio interno de Beacon, não é nada que você nunca tenha visto em um, Harry Potter ou Divergente da vida (há todo um arco inicial da divisão delas em grupos, que lembra muito esse momento “chapéu seletor”, por exemplo), mas a regra aqui é fazer o simples e fazer bem feito. E isso a série faz.

[youtube http://youtu.be/_x9zjk2MgVQ]

SOLTA O SOM, VYNIL SCRATCH!

Não tem como negar que uma das grandes cartas na manga da série é a sua trilha sonora muitíssimo inspirada. Não é por acaso que uma das formas da Rooster Teeth ganhar dinheiro é com a venda de CDs da trilha sonora de cada temporada, que são bastante esperados pelos fãs porque valem a pena.

Falando em parte sonora, a dublagem também não compromete, e está bem acima do padrão americano de dublagem de animes (que não é lá tão alto assim, também). Como tudo mais, aqui vale a lógica: faz o básico mas faz bem feitinho.

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A série é bem animada, tem um cenário interessante com temas bem explorados (tem desde o bullying tradicional à questão do preconceito com os faunos, que não deixa nada a dever a nenhum X-Men da vida), cenas de ação fluídas e um senso de humor fluído. Dado que para tudo isso cada episódio não vai tomar mais do que dez minutos, é absurdamente recomendada.

nota4

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