[ANIMAÇÃO] O Reino dos Gatos: O que você diria de gatos te dando lições de autoconfiança?

 

Como sempre trago algo da Ghibli, hoje vim com o título “O Reino dos Gatos” dirigido por Hiroyuki Morita. Aproveitando, gostaria de propor uma brincadeirinha… O Reino dos Gatos foi um título que somente foi produzido pelo clamor dos fãs por uma continuação. E qual seria este precursor?! Sério, vocês nem imaginam, e semana que vem lhes trago a resposta… (rsrs)

Bom, mas voltando ao Reino dos Gatos, não é uma das minhas favoritas, e também não é a que mais chama a atenção em toda a filmografia da Ghibli. Sua arte em si, comparada a outros títulos, deixa a desejar, o que se recompensa nas cenas que se passam realmente no reino onde os gatos habitam, e nos quadros finais. Em si, os elementos que mais me chamaram a atenção foram provenientes dos planos de fundo do cenário: novelos de lã, queijos de todo o tipo, e até mesmo a própria torre lembra um arranha-gato. Sua trilha sonora é bem simples, com temas relacionados à escola e, no final, algumas músicas voltadas para os elementos fantásticos apresentados pelo autor, mas amei mesmo a música dos créditos finais, que possui uma composição e harmonia envolventes.

Meu gosto particular pelas animações da Ghibli se dá justamente por sua leveza, mas, ao mesmo tempo, por trazer reflexões profundas, sempre com um fundo de lição, além dos personagens com quem nos identificamos. Esta não deixa de ser assim, apesar de ser uma das mais fraquinhas que já vi. A grande mensagem passada é se descobrir e ter confiança em si mesmo.

A trama mostra Haru, uma adolescente, em sua vida problemática. Ao que me parece, além da falta de autoconfiança, ela sempre tenta agradar aos outros, e nunca mostra sua própria opinião, sempre sendo doce com todos.

Sempre acorda tarde e chega atrasada na sala de aula. Ela e sua melhor amiga sempre estão juntas, e carregam em si paixões platônicas (como já era de se esperar nessa idade). Porém, Haru não tem confiança em si mesma, e sua baixa autoestima faz com que ela perca várias oportunidades. Mas essas coisas triviais não a impedem de ser bondosa com os demais, e até mesmo com animaizinhos.

Ao retornar pra casa, ela e sua amiga avistam um gatinho prestes a ser atropelado, e Haru não hesita em salvá-lo. Quando este lhe agradece, ela se assusta pelo gato ter falado. Mais tarde ela recebe a visita da corte do rei dos gatos, dizendo-a que salvara seu filho, e que agora receberia presentes dos gatos. Logicamente não leva muita fé (quem acreditaria?), até que começa a receber vários presentes, como erva de gato e camundongos, o que pra ela é maluquice, afinal, é humana e não uma felina.

Mas nada foi tão esquisito quanto receber um convite para visitar o reino dos gatos, a fim de conhecer seu noivo, o príncipe gato que salvara. Como poderia Haru se casar com um gato, se era uma adolescente e HUMANA?

Mas, graças a uma voz misteriosa, ela toma conhecimento sobre um escritório comercial do gato, onde encontraria ajuda, e é neste escritório que conhece Muta, um enorme gato branco; Baron, uma estatueta encantada de gato; e Toto, uma estátua encantada de corvo. Estes três (após uma breve discussão, bem divertida, por sinal) decidem ajuda-la a sair dessa imensa enrascada.

O enredo se torna uma jornada de crescimento, onde Haru começa como uma menina medrosa e sem confiança, e todos os acontecimentos fantásticos servem para fortalecer a sua resolução. Uma coisa que me deixou com certas dúvidas foi o contato dela com Baron. Não me decidi se o que ela sentiu por ele foi uma forte admiração, ou se novamente ela se viu apaixonada (o que me pareceu mais uma paixonite adolescente). Em vários momentos, Baron se comporta como o herói (um personagem com virtudes incríveis e suas habilidades fantásticas), mas também trata de guiar Haru até o seu objetivo. Se formos analisar do ponto de vista da jornada do herói, Baron seria o mentor de Haru.

“Precisamos conversar, Haru. De agora em diante você tem que de pensar em aprender a ser você mesma. E então nunca terá do que ter medo. Não se esqueça”

Uma animação bem leve, com uma temática voltada para a autoestima e a coragem interior, o que pra mim já fez valer a pena. Abordar o problema do outro, sempre mostrando uma solução possível e plausível, nos serve de exemplo para a vida, até por que muitos vão se identificar no mesmo dilema de Haru (eu mesma tenho dias em que me sinto como a Haru no inicio da animação). É esta lição que faz valer a pena, além de ser uma animação bem leve e descontraída (é claro).

E eu não me esqueci! Da próxima vez vou falar sobre a animação precursora de Reino dos Gatos (só uma dica: tem a ver com Baron).

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