[ADLER COMENTA] Minhas primeiras impressões de Gangsta

Dando continuidade para a série de recomendações dos animes dessa temporada, chego finalmente em Gangsta, um anime adulto de máfia baseado no mangá da autora Kohske que tem dado muito o que falar. Vamos para a análise.

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Sinopse

Ergastulum, uma cidade cheia de prostitutas, mafiosos e policiais corruptos. Quase São Paulo, mas com um nome melhor. Neste ninho de sujeira vivem e trabalham Worick Arcangelo e Nicolas Brown, dois “handymen” que fazem qualquer serviço, seja para a máfia ou para a polícia. Assim como em vários filmes de Hollywood, algo dá errado quando um serviço simples se mostra bem maior e mais perigoso do que parecia, e assim os dois quebra-galhos precisam sair dessa vivos.

Uma sinopse bem brega e curta, mas é isso o que a internet me proporciona. Como eu ainda não li nem assisti inteira a obra, vocês ficarão com isso mesmo.

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Episódio Analisado

Naughty Boys” é o nome do episódio. Nele, somos apresentados logo de cara à violência daquela cidade, enquanto  nossos personagens principais assistem à cena sem fazer nada. Worick, um homem nos seus 30 anos com longos cabelos brancos, porte físico um pouco malhado e um tapa-olho. Seu companheiro de poucas palavras é Nick, um asiático baixinho e mais magro, mas não menos imponente. Mais tarde descobrimos que o mesmo é surdo, mas muito hábil em ler lábios. Ambos estão em uma espécie de escritório clássico de filmes noir, o que aumenta a impressão de filme clássico western.

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O serviço de ambos logo é revelado. Os protetores de velhinhas (apesar do anime não mostrar o quanto de velhinhos eles já devem ter machucado nesse ramo) se encontram novamente com a vítima da violência do começo do episódio, uma prostituta que é constantemente agredida por seu comportamento diferente. O cruzar de caminhos entre esses personagens não passa em vão, já que Worick e Nick mais para frente descobrirão que seu próximo trabalho envolve o mesmo cafetão da personagem, que se chama Alex (apesar de eu não ter ouvido o nome dela no episódio, precisei pesquisar, talvez foi desatenção minha).

Temos cenas de um conselho secreto e sombrio da máfia, provavelmente apontando para os futuros antagonistas da série. Enquanto isso, os rapazes se encontram com seu contato na polícia e recebem a missão de exterminar uma gangue localizada no bairro deles. Em poucas cenas, incluindo uma de diálogo entre Worick e Alex, vemos o papel de cada protagonista. Enquanto Nick é o espadachim fodão que acaba com todos bem rápido, Worick faz o papel de quem fala, comanda, lidera, chantageia, barganha. Uma dinâmica bem legal e funcional.

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Em uma cena de “satisfação”, Alex finalmente se liberta das correntes invisíveis de seu destino traçado e escolhe seu próprio caminho, indo trabalhar com os meninos no escritório como atendente. Destaque para a cena de Alex se libertando e também para o discurso de Nick, que ganhou automaticamente o meu amor por sua voz esquisita. Até aqui, tudo parece ok, e assim termina o primeiro episódio.

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Comentários

Não me estendi demais em zoeiras ou piadinhas porque acho que Gangsta é uma obra tão boa e completa que não necessita de complementos meus para parecer legal. Guardei os comentários mais extensos para esta seção. É um anime bem foda, que conta com um roteiro bem adulto e cheio de ação e suspense. Pelo que li, a autora não tem tanto apreço por mangás e obras japonesas, preferindo filmes de Hollywood e armas de fogo, uma obsessão que levou para dentro de seu mangá. Isso faz de Gangsta um dos animes mais americanos que já vi, o que pode parecer ruim mas na verdade é excelente.

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Gangsta, seguindo uma cartilha invisível de animes de ação, conta com muita exposição de mulheres, principalmente na abertura, até então. Eu sei que existem mais personagens femininas ao longo da trama, algumas que até parecem ser mais desenvolvidas do que simples coadjuvantes. Mas, até então, Gangsta se mantém neutro nesse quesito, criando uma cena bacana para sua única personagem feminina principal mas ao mesmo tempo apelando para o ecchi em sua opening. Opening essa que, apesar de extremamente linda e colorida, tem uma música esquecível e quase nenhuma cena impactante.

A ending é qualquer coisa, então nem a postarei aqui.

Falando dos personagens, os protagonistas conseguiram me conquistar em poucas cenas. Principalmente Worick, que com seu visual facilmente me roubou a atenção. Ambos tem seus momentos de destaque, e em nenhum momento a pose de “homens maus superiores” incomoda. A descontração em alguns momentos do episódio ajuda a humanizar os personagens e os deixarem gostáveis. Não posso falar o mesmo de Alex, pelo menos por enquanto. Acredito que ela sofrerá um crescimento bem visível e importante, mostrando uma pessoa que veio do nada para se tornar uma mulher forte e determinada. Sem antagonistas bem definidos ou nomeados, nos resta esperar mais episódios por vilões mais icônicos (spoiler: tem muitos desses no futuro).

A trilha sonora, sempre um jazz suave para acompanhar a cidade e suas ruas, não faz nenhum mal. As cenas sérias ou calmas acabam mais gostosas com a música ao fundo. Ao todo, o clima noir consegue ser estabelecido, deixando o anime com mais cara de filmão.

Ou seja, eu amei o anime. Um dos poucos que vi até agora e que conquistou a minha audiência. Porém, eu primeiro irei ler o mangá, que será lançado aqui pela JBC, como já anunciado pela própria. A obra parece mais sanguinária e bem desenhada lá, mas isso não me impedirá de assistir o anime.

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Força da Recomendação: 9/10

Afinal, eu sei que vocês leitores do NGF curtem filmes como Pulp Fiction, Cães de Aluguel, Os Bons Companheiros, Kill Bill, etc.

One thought on “[ADLER COMENTA] Minhas primeiras impressões de Gangsta

  1. Gangsta é o meu anime preferido dessa temporada.
    A Alex cresce muito no passar dos capítulos, me conquistou fácil, assim como os dois protagonistas, que são muito legais e bem desenvolvidos.
    Um anime bem diferente dos que costumas estar por aí.
    Recomendo demais!

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