[LIVRO] “Extraordinárias”, de Duda Porto de Souza e Aryane Cararo (resenha)

“Elas mudaram (e estão mudando) a nossa história. Mas você conhece a história delas?”

Com esta pergunta, as autoras Duda Porto de Souza e Aryane Cararo nos convidam a vislumbrar os perfis de mulheres que, ao longo da história do Brasil, foram revolucionárias, valentes, pioneiras, destemidas, ícones, mas sem perder seus aspectos humanos. “Extraordinárias: Mulheres que Revolucionaram o Brasil” é um projeto de resgate histórico mais do que necessário e justo para mulheres que moldaram nossa nação.

O livro traz cerca de 40 minibiografias de mulheres que atuaram em diversos campos da sociedade brasileira, sendo importantes nas áreas da ciência, da cultura e da política, por exemplo. Aliado a esses perfis biográficos, os textos acompanham informações dos períodos históricos, contextualizando a trajetória das personagens, assim como também trazendo à luz outras mulheres que se destacaram nos mesmos períodos.

De Madalena Caramuru, que no período colonial atuou pela alfabetização das mulheres, passando por nomes como Maria Quitéria, Pagu e Dona Ivone Lara, chegando a Martha Vieira, jogadora de futebol que conquistou o mundo, “Extraordinárias” não só resgata, mas revela a magnitude da história de mulheres que romperam com as convenções impostas (como Chiquinha Gonzaga) e ditaram comportamento (como Leila Diniz).

Com um texto de fácil e agradável leitura, auxiliado por um glossário, “Extraordinárias” traz a arte de nove ilustradoras, deixando o livro com um aspecto mais leve. Ao final, a obra traz uma linha do tempo da luta feminina no Brasil, destacando mudanças de comportamento e conquistas.

Anita Garibaldi, por Bárbara Malagoli

Além das brasileiras que protagonizam o livro, as autoras ainda lembram de mulheres estrangeiras que tiveram atuação importante em nosso país. Como a portuguesa Felipa de Souza, que no século XVI, em Salvador, foi a primeira mulher a reconhecer publicamente sua homossexualidade; e a estadunidense Dorothy Stang, que pagou com a vida seu apoio ao desenvolvimento sustentável na Amazônia.

Apesar de parecer destinado ao público mais jovem, “Extraordinárias” é um livro que deve ser lido por todos! Mulheres, homens, sejam jovens ou adultos. As histórias das mulheres que compõem o livro devem ter o destaque merecido ao lado de tantos nomes masculinos que se encontram nos livros didáticos.

Em “Extraordinárias” é perceptível a paixão das autoras por essas mulheres. Heroínas não no seu sentido mitológico, mas sim humano. Mulheres que desafiaram convenções e deram avanços em diversos aspectos do conhecimento, do comportamento e da política no nosso país. O livro é um elemento de justiça para as mulheres que enriquecem nossa história, e para um olhar mais solidário para a luta feminista na atualidade.

Editora Seguinte  – Brochura –  24,8 x 19,6 x 1,4 cm – 472 páginas

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