[QUADRINHOS] Turma da Mônica Jovem N.16/116 – Influenciadora Digital (Mais Relevante do que Parece)

A edição de Abril de 2018 da revista/mangá Turma da Mônica Jovem, que teve roteiro de Edson Itaborahy, abordou uma tema bastante atual: Digital Influencers (Influenciadores Digitais), ao mesmo tempo que faz uma breve crítica sobre a perda de valores pessoais em função de fama e dinheiro.

A trama tem bons momentos, é corajosa com alguns acontecimentos, mas não extrai o potencial total da temática, aliviando a barra por não querer sujar o histórico da protagonista, e não explorando as consequências dos atos da Mônica, ficando a sensação de que está faltando alguma coisa ao término da leitura.

Contextualizando: Hoje em dia vivemos a febre das celebridades virtuais, Youtubers, Streamers e Blogueiros. No começo eram poucas pessoas fazendo o que gostavam, porque gostavam e que, como consequência, uma hora ou outra acabavam viralizando; e graças à popularidade, sucesso, e também à ostentação de bens feita por alguns desses influenciadores, muitas pessoas viram naquilo uma maneira de ganhar dinheiro, não se importando com a qualidade do conteúdo que estavam produzindo, com o quão controversos fossem, com limites morais infringidos e, principalmente, com as pessoas que estivessem formando.

Sinopse: Mônica acaba viralizando na internet graças a um vídeo onde salva um garotinha. Esse sucesso atrai um agente de celebridades, que convence a garota a se tornar uma influenciadora digital. No começo vai tudo às mil maravilhas, mas o agente acaba obrigando Mônica a mudar seu conteúdo, deixar a Turma de lado e se atolar em um mar de mentiras. Descontente com os rumos que sua carreira de influencer está tomando, Mônica tenta sair desse meio, mas o agente não pretende sair de mãos abanando.

Avaliação:

Arte de Capa e Storyboard – A capa, a quarta capa e as capas internas ficaram excelentes, e capturaram bem a essência da temática. Os desenhos de miolo ficaram de medianos pra baixo. Temos falta de proporção cabeça-rosto em alguns quadros, e o nariz da Mônica destruiu o rosto em dois momentos. (1,2/2)

Enredo – O enredo é bom e sóbrio. Não é preciso apelar pra suspensão da descrença para a historia funcionar. O vilão é clichê, mas funciona de forma primorosa. Ele consegue causar raiva no leitor. Todos os elementos utilizados para a progressão da história foram previamente apresentados. O Cebola, a Magali e o Cascão demoraram pra tomar alguma atitude, e a Mônica foi meio inocente em alguns momentos, mas, na somatória, o enredo se saiu bem. (1,7/2)

Criatividade e Coerência – A temática é atual, a crítica não é aprofundada, mas está lá. O roteiro surpreendeu quando colocou alguns personagens em situação de vida ou morte. Inclusive um deles chegou realmente a se machucar.

Essa foi uma daquelas edições que ignora totalmente os acontecimentos das edições passadas. Personagens como Denise e Nik, que se encaixam perfeitamente à premissa, e acrescentariam muito à edição, nem foram citados. E na parte que o agente de celebridades fala com a Mônica sobre a ideia de fazer um biografia dela, olha o que ela responde:

Duas possibilidades: ou eu estou lendo a revista errada; ou a definição de extraordinário da Mônica é diferente da que eu conheço. Mas, pra compensar, a terceira capa faz uma bela homenagem ao meme do ATA. (1,3/2)

Marketing – Pela temática popular e a divulgação, pode-se dizer que o marketing foi bom, mas pela demora na distribuição das edições muitas pessoas podem desanimar de adquirir a edição. Li muita gente reclamando disso no grupo Spoiler’s TMJ & CBM. (1,5/2)

Diversão – Apesar dos pontos positivos e da reflexão gerada, não é uma edição divertida. Não prende a atenção, e tem fator replay baixo. Você fica boa parte da história sentido raiva do FDP do agente. (0,8/2)

Nota Geral – 6,5/10

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