[ANIMAÇÃO] Batman Ninja (crítica)

Batman Ninja foi lançado esse mês e a mais nova animação da DC tem direção de Junpei Mizusaki. Acho que a melhor frase que define a nova animação do Homem Morcego é a que é dita pelo mesmo em um trecho da narrativa: “This is Madness”, sim, “Isso é Loucura”. Mas não me entendam mal, é loucura no melhor sentido da palavra (se é que isso existe).

Sinopse: O Cavaleiro das Trevas é transportado para o Japão feudal junto com os seus piores inimigos, graças à máquina do tempo do vilão Gorila Grodd. Seus arqui-inimigos são senhores feudais que reinam terras divididas, e o Coringa está liderando a guerra entre as facções. Sem acesso às suas armas e utensílios, Batman vai depender de suas habilidades e de seus amigos para salvar o local e voltar à Gotham dos dias atuais.

Batman Ninja tem o roteiro de  Kazuki Nakashima (Kill La Kill), e seu trabalho é freneticamente interessante. Ele não enrola ao longo da história, vai direto ao ponto, nos trazendo batalhas insanas do começo ao fim. Somos transportados da Gotham do nosso tempo direto para o Japão feudal, onde vemos Batman lidar com alguns dos seus maiores oponentes. Aqui temos uma história totalmente diferente das últimas animações feitas pela DC. É como se fosse um spin-off do universo do Morcego, no melhor estilo Rogue One (claro, guardadas as devidas proporções).

Os personagens são bem trabalhados, e o Coringa, com certeza, é o que chama mais atenção, totalmente insano e tresloucado (não me diga) junto de Arlequina. É bem interessante ver todos esses personagens do mundo das HQ’s sendo transportados para o lado oriental e mostrando suas facetas nipônicas. Um personagem que achei um pouco fraco foi o Robin (Damian Wayne). Ele está muito “bonzinho” se comparado à sua personalidade tradicional.

A animação é de encher os olhos e abrange vários estilos nipônicos, mesclando o tradicional traço dos animes com o CGI, além de verter hora para as pinturas japonesas, hora para o traço do game Ultra Street Fighter IV da Capcom. Em certo ponto, ficam até um pouco exageradas essas transições, mas nada que atrapalhe a experiência como um todo.

O longa é uma homenagem à cultura japonesa, não falta nada que nos lembre do país do sol nascente. Temos ninjas (o que me lembra de ninjutsu) e seus clãs, samurais, shoguns, mechas (sim, temos também), algumas cenas nos lembram Tokusatsu, mesmo que em uma animação (sim, me lembrou da infância, quando assistia Power Rangers), banhos quentes em fontes termais ( ͡° ͜ʖ ͡°). A batalha final é digna dos melhores combates de katanas que você já presenciou.

Por fim, parafraseando novamente Batman, a animação é “This is Madness”. É totalmente diferente do que estamos acostumados a ver das animações da DC. O nível é épico, fabulosamente fora da caixinha. Eu diria que é como tomar uma boa dose do exótico Habushu ou Habu Sake. Os fãs da cultura nipônica com certeza adorarão essa mescla de cultura, e quem não, é ou não conhece, irá se deleitar com essa obra da DC. Fico agora na expectativa (e na torcida esperançosa) de ver Batman em uma nova cultura, como a Viking, ou na Idade Média (isso, sim, seria algo ainda mais “Madness”).

2 thoughts on “[ANIMAÇÃO] Batman Ninja (crítica)

  1. eu achei o filme uma bosta,na boa se fosse uma versão alternativa blz mas ser o Batman normal, sen contar no absurdo final dos megazord e a digifusão de dna dos macacos com morcegos meu deu que

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