[ANIMAÇÃO] Esquadrão Suicida – Acerto de Contas (crítica)

No final de março foi lançado o novo longa animado da DC, Esquadrão Suicida – Acerto de Contas. O roteiro é de Alan Burnett, com direção de Sam Liu. Posso descrever essa nova animação como uma espécie de road trip sangrenta, com um sexteto disfuncional que está armado até os dentes para fazer uma viagem de fúria em busca de um passe livre do inferno. 

Sinopse:

Amanda Waller e sua força tarefa – Pistoleiro, Tigre de Bronze, Nevasca, Capitão Bumerangue, Arlequina e Cobra Venenosa – estão numa missão para recuperar um objeto místico poderoso, e estão dispostos a arriscar suas próprias vidas. Mas, o Esquadrão Suicida não é o único grupo de vilões que está nessa busca.

A Força Tarefa X foi novamente reunida por Amanda Waller para uma missão por debaixo dos panos. Pistoleiro, Arlequina, Tigre de Bronze, Cobra, Capitão Bumerangue e Nevasca formam a equipe de busca mortal de Waller, para permitir que a comandante (que gosta de explodir cabeças) em estado terminal possa ter uma chance de se livrar do inferno, e ganhar um passe livre direto para o céu. A história gira em torno dessa busca, mas envolve diversas subtramas, mostrando os dramas dos personagens. Um bom exemplo é como o Pistoleiro precisa lidar com sua filha, ou como o Tigre de Bronze lida com a morte de sua esposa.

Com muito sangue e vísceras na tela, o filme é bem adulto (animação da DC é outro nível), mostrando como uma equipe de vilões deve ser (fica a dica para próxima adaptação cinematográfica), e também com direito a cenas calientes entre Escândalo e Nocaute. Mortes ocorrem a todo o momento. Arlequina e Capitão Bumerangue são os responsáveis por quebrar o gelo com suas doses de sarcasmo.

Além das dificuldades fora do normal para encontrar tal artefato, a equipe precisa lidar com dois grandes entraves, Vandal Savage, o neandertal imortal e egoísta (nem liga para os filhos), que dá as caras mostrando ser um oponente bem acima do nível exigido pela equipe de renegados. A Força Tarefa X também precisa encarar Flash Reverso e sua equipe de facínoras. E esse é um ponto bem interessante da história, onde descobrimos que a animação tem ligação com uma das obras anteriores.

Animação em si é muito boa, digna de uma excelente HQ. A qualidade técnica é impecável. A trilha sonora também não fica para trás e faz jus às outras obras já produzidas.

Esquadrão Suicida – Acerto de Contas é uma excelente aquisição ao mundo das animações, com um roteiro sucinto e direto, e uma história que nos deixa ansiosos pela próxima obra animada da DC. E lembre-se: trair é uma constante ao longo da narrativa, e parafraseando o Capitão Bumerangue: “Somos fantoches tentando chegar ao fim do show sem perder as cordas”.

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