[5 MINUTOS DE ÓDIO] ENEM SEM REDAÇÃO – A institucionalização do analfabetismo.

Não, nerd.

Não bastava a desvalorização dos profissionais de educação por meio de salários vexatórios e um status de pária social. Pouco bastou também que o ensino fosse sucateado ao ponto de termos jovens chegando ao fim do segundo grau literalmente sofredores de um triste quadro de analfabetismo fundamental. As greves também não bastaram. As ocupações não mostraram nada aos políticos. O custo aumentado dos institutos de educação particular pagos com suor do rosto do trabalhador brasileiro, temente de ver seus filhos fora do colégio e do mercado de trabalho, também não bastou.
Não… Nada disso foi o bastante.

No primeiro dia do mês de fevereiro de 2017, o servo da Imbecilidade, também conhecido como Mendonça Filho – atual ocupante de um cargo que não poderia ser mais avesso às suas intenções, ou seja Ministro da educação – propôs mais um absurdo dentre tantos outros que já assombram o país e o atira cada vez mais abismo abaixo.

Esse lindo quer fazer de você e dos seus filhos uns completos analfabetos.

A informação está em diversos sites. Deixo aqui o fragmento do site Infoenem :

Não se sabe ao certo o que vai ser do Enem no ano que vem, apenas temos a expectativa de que haverá mudanças. Em virtude da alteração de governo e pelo tom das críticas da nova chefia do Ministério da Educação (MEC) e Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) ao modelo “seletivo” com características de vestibular do exame, podemos ter alterações drásticas no formato da prova.

De acordo com proposta do ministro da educação Mendonça Filho, segundo matéria publicada no site da Rádio Jovem Pam, em vez de uma maratona de questões aplicada num final de semana todo, podemos ter a prova com menos itens e realizada em apenas uma data, no caso o domingo. Além disso, é possível que a redação deixe de fazer parte do exame.

A principal justificativa para supostas mudanças no Enem 2017, além do resgate de um modelo mais avaliativo que seletivo, como era na sua origem em 1998, seria a questão financeira. A aplicação da prova numa data única facilitaria a organização da logística e segurança, baixando os custos do exame nesse sentido, além de outros quesitos, como impressão e transporte.

A possível exclusão da redação segue a mesma lógica. Cada texto passa, no mínimo, pelas mãos de dois corretores. E há um custo médio por dissertação corrigida, que obviamente seria eliminado do orçamento do exame nessa condição.

Além disso, uma outra eventual novidade seria a aplicação de mais de uma edição do Enem por ano, o que deve aumentar as possibilidades para os candidatos ingressarem no ensino superior por meio dos programas do governo. No entanto, vai na contramão da redução de custos.

A prova atual do exame, que permanece a mesma desde 2009, traz 180 questões e uma redação, aplicados em 4h30 no sábado e em 5h30 no domingo. Conforme dados divulgados pelo MEC, o custo da edição de 2016 até o momento foi o maior da história do Enem, batendo a casa dos 788 milhões de reais.

O que o governo está te contando?

O Brasil precisa cortar despesas, e tirar a redação da prova que decidirá como será seu ensino superior é uma ideia viável.

O que realmente estão fazendo (como se a desculpa deles já não fosse suficientemente ruim): Um povo que escreve precisa estar habituado à leitura constante, e não existe nenhuma força maior do que a da leitura para abrir horizontes. A literatura (em qualquer campo) gera pensamentos críticos, te dá informações e permite que você (aluno, leitor, seja o que for) tenha uma visão muito mais ampla do que teria caso não lesse. Mas quem sabe muito, sabe escolher bem seus governantes. Um povo inteligente não é interessante para absolutamente ninguém que está no poder, seja o governante de esquerda ou direita.

Pescou? A ideia básica é acabar de formar um país de pessoas completamente analfabetas, capazes apenas de marcar x em algumas questões (chutar a maioria) e achar que, por isso, está habilitado para fazer uma boa graduação.

Se é realmente isso que você, caríssimo leitor, deseja… temos opções.

Lembrando que a prostituição é uma opção de carreira válida para homens e mulheres. E olha… não precisa estudar.

Se você é contra, reclame!

O Poder, numa sociedade democrática (por mesmo que pareça democrática), é do Povo.

A menos que, em dez anos, você queira ver adultos assinando seus nomes por meio de digitais, por favor, mobilize-se.

Não é possível que saibamos abraçar times na Guerra Civil da Marvel (foi excelente. Não estou reclamando!), mas que sejamos incapazes de tomar conta de uma das poucas coisas que sobrou ao sistema educacional.

Já tiraram literatura do Currículo Básico. Querem tirar história. Filosofia já se foi há séculos. O que mais irão tirar?

RECLAME!

Ou se acostume com isso:

One thought on “[5 MINUTOS DE ÓDIO] ENEM SEM REDAÇÃO – A institucionalização do analfabetismo.

Comments are closed.