[LIVROS] Casa de Segredos: not so bad!

Alvíssaras, nerds sedutores!

Volto para este mundo depois de um tempo em um lugar ermo cheio de patos e estrelas, mas sem internet [sim, existe, minha gente! Não é invenção de minha mente esquizofrênica]. E volto para ficar, e vos falar de um livro mucho sinistro e meio legal que li durante as tais festas de ano novo [confraternizar com PESSOAS não é bem meu forte, mas com LIVROS estou dentro!]

Então, vamos lá, pegue seu mertiolate, o XAROPE, porque aqui o negócio é perigoso, e há risco de perda de dedos [você foi avisado!], e vem comigo viajar, afundar e navegar, não necessariamente nessa ordem, na Casa de Segredos. O.O

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Escrito por Ned Vizzini, segundo a orelha do livro “um aclamado autor de livros para jovens e adultos” [sorte a dele!] e Chris Columbus, o mesmo carinha que mora logo ali, dirigiu os dois primeiros filmes de Harry Potter e escreveu o roteiro de Gremlins e Os Goonies, Casa de Segredos é aquele tipo de livro bem cheio de o que costuma-se chamar na teoria da literatura de teses e antíteses, ou seja, mal acaba um conflito já começa outro, e a galera não tem muito tempo para respirar, de repente, já passa uma bala de canhão pela casa e opa, está vindo um monte de piratas sanguinários ali. [correeeee e segura o copo de açaí, maninho!]

Três guris: Eleanor [8 anos], Brendan [12], Cordelia [15 e possuidora de um nome estranho]. Os três se mudam com os pais para uma bela, grande, antiga e mobiliada casa em Sea Cliff, 128 [eles tinham que ter sacado que a casa é estranha, fala sério, toda casa antiga É estranha, essa é a lei]. Ok, eles se mudam e, já na primeira noite, são abordados por uma Bruxa do Vento [uma senhora muito simpática, filha do simpático que mandou construir a casa], que nocauteia os pais dos guris e manda os três com a casa toda para outra dimensão [seria o Saga disfarçado?].

E agora, minha gente? Quem é esta Bruxa? Por que fez isso? Cadê mamãe e papai [e as lontras]? E por que todos odeiam uva passa?

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A partir daí, loucuras sem fim…not spoilers. Direi, apenas, o seguinte, até porque isso aparece logo, eles vão parar em um “mundo” que mistura três livros do escritor simpático Denver Kristoff [é o pai da Bruxa do Vento ou do Saga, a depender do ponto de vista], e só acrescento que são livros sinistros, na minha opinião, pois a maioria dos personagens quer matar ou fazer coisa pior com os meninos, um ou outro que destoa. [fiquei impressionada com a ausência de gente legal, tipo, se for contar, os vilões ali ganham em número].

Apesar do nome, a casa não é tão explorada assim na narrativa [pelo menos, podia ser mais], só que ela tem que dividir espaço com colossos brigando [e ajudando nas horas vagas, além de um ser parecido com o Mick Jagger – não sei se é um elogio], piratas realmente do mal [o capitão gosta de vivisseccionar pessoas #chessus], guerreiros selvagens [bem, o que dizer depois de um nome desses, né?! Eles ameaçam torar os dedos da Eleanor para fritar para uma tal da rainha Daphne comer, e eles iam fazer isso mesmo, não era pegadinha do Malandro].

Cara, não tem imagens do livro, ilustrações, qualquer porcaria, então, vamos pôr nossa deusa colegial aqui chocada com essa porra de fritar dedo!

Como vêem, muitos acontecimentos. Difícil dizer que é uma história entediante. Capítulos curtos [ponto positivo, considerando que é comum entendiar-se com longos], e bem roteirístico [para mim, um ponto negativo, pois gosto de narrativas que narram tudo e bem, com profundidade, não só ações e diálogos, mas também emoções, e o que se passa nos recantos mais obscuros da mente das personagens – opinião minha, vamos deixar claro e sem bullying].

Sobre os três protagonistas: Eleanor é a menina fofa que lembrou-me a Lúcia [from Nárnia, of course], só que uma Lúcia que, às vezes, tem seus ataques e chuta o balde. Cordelia é a nerd dos livros, inteligente, que se acha melhor que os outros, mas, na verdade, é a que vai fazer uma grande bobagem. O Brendan é o garoto que joga muito videogame e fala coisas erradas, porém certas em qualquer situação [porque, se eu acho ridículo um pirata ter uma tatuagem de um golfinho na cabeça, eu vou dizer e tchu ru ru deal with it].

“- Ridícula? – rosnou Gilliam.
– Especialmente para um pirata. Eu esperaria algo mais assustador, de macho… Talvez uma cobra ou uma aranha, até mesmo um escorpião. Mas um golfinho? Isso é tão pré-adolescente!
– Quero que saibam – ameaçou um furioso Gilliam – que o golfinho é a criatura mais feroz e cruel do oceano! Foi o que me disseram! Um golfinho arranca a carne dos ossos de um homem em segundos!
– Seu idiota! Você está confundindo um golfinho com um tubarão – disse Brendan.” [página 205]

Os três juntos foram bem trabalhados, no sentido, de que é realista enxergá-los como irmãos, pois volta e meia discutem, interrompem a conversa alheia, falam coisas desagradáveis sem dó uns para os outros, se ajudam e se preocupam uns com os outros também. Aliás, família é um ponto sensível do livro, pois os protagonistas buscam direto saber o que aconteceu com os pais e voltar para os mesmos [eles não foram transportados juntos para a outra dimensão, só os guris e a casa].

Mesmo que tivesse imagens do livro, eu poria o Thranduil aqui porque sim!

Bem, não direi que é o melhor livro que leremos em nossas vidas miseráveis, mas é bem o tipo que da para dedicar um tempo com. Ele tem continuação [Casa de Segredos: A Batalha das Bestas] e só podia ter mesmo, considerando o final. [Eleanor, minha filha, o que você foi fazer?]. Então, viajem neste mundo inóspito, protejam seus dedos e até a próxima, meus queridos! 

Casa de Segredos saiu no Brasil pela Galera Record, e pode ser comprado aqui.

nota-3

P.S.: Adorável 2015 para vocês, MUITOS livros, animes, séries e filmes!

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